CAMPANHA | Secretaria de Saúde alerta para o novo Calendário de Vacinação

 

O Ministério da Saúde encaminhou a todos os municípios do país um novo calendário de vacinação, ampliando o público-alvo das vacinastríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, Meningocócica C e hepatite A.

A vacina hepatite A passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos de idade.Antes, a idade máxima era até 2 anos. A Tetra Viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) passa a ser administrada de 15 meses até quatro anos de idade. Antes era administrada na faixa etária de 15 meses a menor de dois anos de idade. A HPV agora também é ofertada para meninos. Desde 2014, a vacina é oferecida para meninas de 9 a 13 anos. Agora, o público-alvo incluirá também meninas de 14 anos. Ainda para este ano, além dos meninos, a vacina também será oferecida para homens vivendo com HIV e AIDS entre 9 e 26 anos de idade, e para imunodeprimidos, como transplantados e pacientes oncológicos.

O Ministério da Saúde também passou a disponibilizar a vacina meningocócica C (conjugada) para adolescentes de 12 a 13 anos. A faixa-etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos crianças e adolescentes com 9 anos até 13 anos. Já a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (acelular) tipo adulto passa a ser recomendada para as gestantes a partir da 20ª semana de gestação. As mulheres que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gestação, devem receber uma dose de dTpa no puerpério, o mais precoce possível. Com essa medida, o Ministério da Saúde busca garantir que os bebês possam nascer protegidos contra a coqueluche, por conta dos anticorpos que são transferidos da mãe para o feto, evitando que eles contraiam a doença até que completem o esquema de vacinação com a vacina penta, o que só ocorre aos seis meses de idade.

Apesar da vacina dTpa poder ser aplicada no puerpério, é importante ressaltar que esta estratégia só deve ser realizada como última opção, pois ao se vacinar uma gestante após o parto, não haverá transferência de anticorpos para o feto, consequentemente, há diminuição da possibilidade de proteção das crianças contra a coqueluche nos primeiros meses de vida. 

Outra alteração que se deu foi com relação a Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola), com a introdução da segunda dose para a população de 20 a 29 anos de idade. Anteriormente, a segunda dose era administrada até os 19 anos de idade. Com esta mudança, busca-se a correção da falha vacinal neste grupo e também considera a situação epidemiológica da caxumba nos últimos anos, cujos surtos têm acometido, principalmente, adolescentes e adultos jovens nesta faixa etária. A adoção do esquema de duas doses para esse grupo contribuirá na redução de casos da doença. Deste modo, duas doses contra sarampo, caxumba e rubéola passam a ser disponibilizadas para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade. Para os adultos de 30 a 49 anos permanece a indicação de apenas uma dose de tríplice viral.
De acordo com Isabella Gerin de Oliveira, diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA) da Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, é importante que a população fique atenta quanto às alterações e ampliações. “Não adianta termos vacinas disponíveis na rede pública de saúde, se as pessoas não se conscientizarem de que é importante manter a carteira de vacinação atualizada, sendo que essa recomendação não vale somente para crianças, mas também para adolescentes e adultos”.

Atualmente são ofertadas gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) 19 vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), beneficiando todas as faixas etárias. Por ano, são disponibilizados pela rede pública de saúde de todo o país, cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos para combater mais de 20 doenças. 

Em São Carlos as vacinas estão disponíveis nas 13 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 19 Unidades de Saúde da Família (USF) e no Centro Municipal de Especialidades (CEME).

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