SAÚDE | Prefeitura apresenta rede de atendimento para pessoas com autismo

 

As secretarias de Saúde, da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, da Educação e da Cidadania e Assistência Social realizaram na manhã desta segunda-feira (3), atividade relativa ao “Dia Mundial da Conscientização do Autismo de Portas Abertas”. Além de esclarecer sobre a doença, o evento apresentou os recursos disponíveis na rede pública de São Carlos para atendimento de pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA).

TEA é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. “Se a criança tem um andamento abaixo do esperado para a idade dela na interação social e na amplitude de interesse, os pais devem procurar um serviço especializado. Dependendo da avaliação, a criança será encaminhada para profissionais e os serviços específicos”, afirmou a médica psiquiátrica da infância e adolescência/CAPSi, Marília Pessali.

O município conta hoje, com uma rede de apoio multidisciplinar para atuar com o autista e sua família. “A primeira referência é a Unidade Básica de Saúde. É nela que o clínico ou pediatra fará o encaminhamento necessário para o diagnóstico. O acolhimento é feito e a rede de apoio é acionada. Os pais também podem procurar o CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infantil) que é porta aberta, ou seja, a pessoa pode procurar sem encaminhamento e será acolhida”, contou Gisele Giovanette, seção de Apoio à Saúde Mental.

A UFSCar também participou do evento. A terapeuta ocupacional e docente, Amanda Dourado Fernandes, contou como é o trabalho realizado pelo projeto de extensão, na Unidade Saúde Escola (USE). “O projeto recebe crianças e adolescentes com o autismo que vem da rede. Na unidade são acolhidos por uma equipe multidisciplinar que identifica a demanda e encaminha para o serviço mais adequado. O nosso trabalho é muito voltado para a família. Para ser atendido no projeto não é necessário ter um diagnóstico fechado, mas é preciso ter um encaminhamento seja da escola, da assistência social ou de algum profissional que esteja atuando com essa criança em outras esferas”.

Para a secretária de Cidadania e Assistência Social e interina da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Glaziela Solfa, o evento traz a oportunidade de mobilização e conscientização. “Esse dia é importante porque está organizado como um momento de formação e sensibilização da comunidade, trazendo conhecimento, apontando caminhos para o atendimento do autista no município. Nós enquanto Secretaria, precisamos sempre pensar em políticas públicas. Hoje, temos o CAPSi que faz o atendimento dessa demanda e temos uma rede que está se estruturando, se organizando para atender essa criança, seja na escola, na área da saúde ou até mesmo com os benefícios sociais, entre outras possibilidades”.

A ONG Espaço Azul é uma instituição que oferece atendimento especializado ao portador do TEA. Para Marli Moretti, integrante da ONG, o encontro tem grande importância, inicialmente para as pessoas saberem que é autismo e depois onde buscar atendimento. “Hoje, nossa ONG tem uma fila de espera de mais de 30 crianças. Estamos muito esperançosos em fazer uma parceria com a Prefeitura para ampliar o número de pessoas atendidas. A população precisa conhecer, saber o que é o autismo para que evite o preconceito, discriminação. As pessoas precisam saber que o autista tem suas potencialidades e consegue levar uma vida dentro da normalidade, desde que seja estimulado e esses eventos fazem isso”.

Durante o encontro, os alunos da Etec, com orientação, dos terapeutas ocupacionais da USE fizeram oficinas com as crianças com ou sem o Transtorno do Espectro Autista.

O evento contou com o apoio da APAE, Ong Espaço Azul, UFSCar, Unicep, Fundo Social de Solidariedade, Secretaria da Agricultura e Abastecimento e Projeto Guri.

 

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