IBATÉ | Zé Parrella protocola pedido de afastamento e diz que não se conforma com processo de cassação

 

O prefeito José Luiz Parella (PSDB), o Zé Parrella, protocolou na Câmara Municipal de Ibaté, o seu pedido de afastamento por 30 dias, para tratamento de saúde.

Durante a entrevista coletiva realizada na última segunda-feira, 10, Zé Parrella relatou que além da recuperação cirúrgica, necessita de um tempo para se recuperar psicologicamente, pois não se conforma com o seu processo de cassação.

“Ainda não consegui entender como colocar um funcionário para trabalhar, realizar a substituição por led da iluminação pública da cidade, bem como, falar do desejo de construir, com meu salário, uma clínica para dependentes químicos, poderia levar um cidadão honrado, a ter seu diploma cassado e ficar inelegível”, disse.

Parrella relatou que sempre teve como prioridade de vida, a honestidade, e também na vida pública, o bem da população, sendo eleito em 2004, reeleito em 2008 e, novamente, eleito em 2016 com aprovação de 75% dos votos, sem realizar campanha.

“Já desconfiava que alguma coisa estaria errada. Não fiz campanha. Não fui em inauguração e nem no rodeio, justamente para não dar o que falar para os meus adversários que já nos perseguiram no passado, pois como disse, fui eleito, reeleito, apoiei o Dr. Alessandro, que ganhou nas urnas e foi cassado por perseguição dos adversários, e apoiei a Lu Spilla, que também ganhou as eleições dentro de uma guerra jurídica com os nossos adversários políticos”, contou.

O prefeito contou que no dia da votação, deixou para exercer o seu direito no final do dia, com intuito de não causar nenhum tumulto, porém, achou estranho o fato do juiz eleitoral ter disponibilizado uma equipe da Polícia Militar para escolta-lo. “O juiz determinou ao tenente Daniel Molina [comandante do Pelotão da Polícia Militar de Ibaté] que me escoltasse e perguntasse ao meu motorista e ao meu filho, se eles estavam armados. Não bastasse isso, implicaram com um profissional de imprensa que estava comigo para registrar uma fotografia na hora em que eu estava na urna votando”, lembrou Parrella.

Ele relatou que causa revolta por tudo que já fez e tudo que vem fazendo, acharem que não foi a soberania popular, através do voto que o elegeu em seu terceiro mandato. “Não olharam meu passado, nem mesmo dos meus acusadores, ao contrário, deram ouvidos a um funcionário que sequer permanece em algum lugar por mais de dois anos”, disse.

Parrella contou que deram ouvidos para uma minoria que sempre exploraram o povo em beneficio próprio. “Por isso, sempre quiseram o poder a qualquer custo, sem respeitar o desejo do povo, ou seja, tentam novamente no tapetão impedir que a vontade de 8 pessoas em cada 10, prevaleça”, finalizou.

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