SÃO CARLOS | Audiência pública discutiu viabilidade de incluir Neuroeducação na rede municipal

A Câmara Municipal realizou na última quinta-feira (11) uma audiência pública proposta e conduzida pelo vereador Chico Loco (PSB) para apresentação das bases da Neuroeducação, matéria interdisciplinar que deseja incluir no Plano Municipal de Educação (PME).

Aberta pelo presidente da Casa, vereador Julio Cesar (Democratas), a audiência pública contou com presenças de Gisele Albarela (supervisora municipal de Ensino e Responsável pela pasta de Educação Especial), professor-doutor Ademir Caldeira (Pró-Reitor de Graduação da Universidade Federal de São Carlos), professor Djair de Almeida (Coordenador do Núcleo Pedagógico da Direção de Ensino de São Carlos), e Sonia Tukusser (psicóloga da APAE). Estiveram presentes também os vereadores Azuaite Martins de França (PPS), Roselei Françoso (Rede) e Robertinho Mori (PSDB).

Segundo as metas propostas, as bases para um aprendizado de qualidade com resposta em todos os níveis devem estar pautadas na autoestima, autoconhecimento, autonomia, autoria, integração família escola, além de um ambiente escolar saudável e confortável.

Deve-se pensar em uma educação individual, detectando-se as necessidades de cada aluno e suas deficiências tanto no aprendizado quanto no convívio social, para tanto, tais ações devem estar sustentadas nos pilares do trabalho, insistência, perseverança, tolerância, idealismo e paciência.

Chico Loco observou que através da neuroeducação é possível compreender quais e como os distúrbios e doenças mentais podem afetar o aprendizado dos alunos e como os professores podem colaborar com outros profissionais para ajudar a identificar problemas em sala de aula, de modo a enfrentá-los com novos métodos de educação especial para a inclusão social dos seus alunos afetados.

O vereador – que é médico neurologista – ainda ressaltou que através da neuroeducação os alunos desenvolvem o prazer pelo estudo, para isso é necessário o incentivo à uma escola acolhedora, autonomia e autoria do aluno e além disso deve-se evitar a chamada escola paralela, a progressão continuada e a prática do aluno copista.

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