SÃO CARLOS | Fundo Social de Solidariedade inicia parte prática dos cursos de capacitação

O Fundo Social de Solidariedade de São Carlos já está ministrando a parte prática dos cursos de pedreiro, encanador, assentador de pisos e azulejos, de panificação e das oficinas de corte e costura e de manicure e pedicure.

Os cursos de pedreiro, encanador, assentador de pisos e azulejos fazem parte do Polo Regional de Construção Civil, parceria do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP) e o Fundo Social de Solidariedade de São Carlos, que oferece qualificação na área de construção civil. As 45 vagas foram preenchidas.

Para Ângelo Nenini, técnico em edificações e aluno do curso de assentador, a capacitação é muito importante. “Aqui nesse curso a gente vê tudo de forma prática, colocando a mão na massa mesmo, assentando, desmontando, vendo o quê está errado, calculando o consumo de materiais necessário para se fazer uma ‘massada’ para ser usada em uma parede. Com isso evitamos o desperdício de material”, explica o aluno.

Ângelo acredita que deveriam existir mais polos como este para capacitação dos trabalhadores. “No curso de encanador se aprende as peças básicas, como utilizar no projeto, como se interpreta um projeto. Eu tento passar um pouquinho da minha experiência para os outros alunos. Eu aprendo, eles aprendem e isso é muito importante. Em São Paulo isso já é uma prática normal. Acho que esse sistema tem que continuar”.

De acordo com a professora de Educação Infantil e Filosofia, Denise Machado, que está participando do curso de assentamento de pisos, é uma oportunidade para aprimoramento pessoal. “Para mim é uma chance de aprender uma técnica para trabalhar nas escolas, que é a técnica de assentamento de azulejos. Eu pretendo fazer mosaicos e outras técnicas artísticas”.

Denise afirma, ainda, que apesar do curso ser majoritariamente masculino, o pessoal é muito receptivo e todos lidam com esse ponto tranquilamente. “Essa questão de gênero a gente vai rompendo aos poucos. Não existe mais para homem e mulher, é para todo mundo, para pessoas”.

Já pra José Antônio, 70 anos, o curso é um aperfeiçoamento para trabalhar por conta própria. “Eu vim adquirir experiência para fazer meus próprios trabalhos. Hoje em dia a mão de obra, mais o material encarecem muito o serviço, então eu vou fazer por mim mesmo”.

A professora do curso de assentamento de pisos, Solange Pereira, explica que não há necessidade de escolaridade para fazer os cursos, apenas a vontade de aprender. “O curso não apresenta dificuldades, os alunos aprendem a parte teórica primeiro e depois partem para a prática. Basicamente eles já saem preparados para o trabalho”, afirma a professora.

Tabita Toni trabalha com bolo e sorvete e também procurou o curso de assentamento de pisos e azulejos para complementar seus conhecimentos anteriores. Ela afirma que já participou de outros cursos oferecidos pela Prefeitura nessa área e tem gostado bastante. “É uma área que me chama bastante atenção. Quero levá-lo como uma profissão e aprender tudo que for possível nas outras áreas também como hidráulica, de pedreiro e elétrica”.

Mesmo sendo um curso com mais homens, Tabita não se intimidou e decidiu continuar até o fim. “Existe muita discriminação, eles dizem que mulher não tem essa capacidade, então estou aqui para mostrar que é possível”.

A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Rosária Mazzini, explica que esses cursos têm como objetivo a geração de renda para as famílias. “É uma excelente oportunidade de capacitação profissional para muita gente. Nós acreditamos que esses cursos irão contribuir para a melhoria de vida de muitas pessoas. Esta é uma grande realização em parceria com o Governo do Estado”.

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