#LULANACADEIA | Lula é o primeiro ex-presidente da República preso por crime comum no Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o primeiro presidente da República do Brasil preso por crime comum. Condenado a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro, ele ficará preso em uma sala especial da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Antes de Lula, cinco ex-presidentes da República foram detidos, só que por motivações políticas. As prisões começaram com Hermes da Fonseca, no começo do século 20, depois, Washington Luís e Arthur Bernardes, nos anos de 1930, Café Filho, na década de 1950, e Juscelino Kubitschek, durante a Ditadura Militar.

No caso de Lula, ele foi condenado após acusação de ter sido beneficiado com o repasse de R$ 3,7 milhões para a compra e reforma do triplex no Condomínio Solaris em Guarujá (SP). Deste valor, uma parte teria sido utilizada para o armazenamento, entre 2011 e 2016, de presentes que Lula recebeu durante os mandatos como presidente.

De acordo com a denúncia, as reformas feitas no imóvel pela construtora OAS, como a instalação de um elevador privativo, eram parte de pagamento de propina da empreiteira a Lula por supostamente tê-la favorecido em contratos com a Petrobras.

Preso em SBC

O ex-presidente foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal (PF), na Lapa, em São Paulo, onde passou por um rápido exame de corpo de delito. Lula entregou-se à PF em São Bernardo do Campo, após enfrentar a resistência de apoiadores que chegaram a impedir a saída do ex-presidente da sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde ele estava desde quinta-feira (5). O trajeto entre São Bernardo e a sede da PF durou cerca de uma hora.

A perícia é uma exigência legal para condenados antes do ingresso no sistema penitenciário, a fim de atestar a integridade física das pessoas e a não ocorrência de abuso de autoridade, mas geralmente é realizado no Instituto Médico Legal (IML).

Depois do exame, Lula foi transferido em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, para Curitiba, onde vai cumprir pena em uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal.