IBATÉ | Cúmplice de execução no Jardim Cruzado é condenada a 17 anos e 06 meses de prisão

A jovem Samara Cristina de Jesus Salles foi condenada na tarde desta quinta-feira, 21, a dezessete anos e seis meses de prisão em regime fechado, pela morte do jovem Leandro Ozório do Nascimento, de 18 anos, executado com um tiro na cabeça na noite do dia 14 de julho de 2017.

O julgamento aconteceu no Fórum Criminal de Ibaté e foi bastante tenso. A Justiça entendeu que Samara teve participação no crime de execução por manter vínculo de cumplicidade com Adonias da Silva Bispo, de 41 anos, vulgo “Dóia”, autor do crime.

O juri, formado por 06 mulheres e 01 homem, foi fundamental para que a juíza de Direito, Dra. Letícia Lemos Rossi, pudesse condenar Samara. O promotor Marco Aurélio Bernarde de Almeida, realizou um brilhante trabalho, representando o Ministério Público.

Samara também tinha registrado contra sua pessoa, crimes de associação ao tráfico de drogas e aliciamento de menores para o tráfico. O advogado de defesa afirmou que vai recorrer da decisão.

Vale destacar o trabalho investigativo da Polícia Civil de Ibaté, realizado pelo investigador Adegas Martinelli, que através de testemunhas conseguiu encontrar uma carta enviada da prisão, por Adonias, para Samara.

Lembre do crime

Leandro foi executado com um tiro na cabeça. De acordo com o apurado pela nossa reportagem, o jovem estava em sua casa quando foi chamado por Adonias para resolver um problema.

Algum tempo depois, Leandro voltou machucado e pediu dinheiro para a sua irmã. Ela contou que o irmão relatou que não devia nada para Adonias, porém, o mesmo estaria drogado e cobrando Leandro.

A irmã disse também que Leandro estava machucado na altura do nariz e teria dito que foi agredido com um revólver, onde tentaram acertar um tiro em seu pé. Com o dinheiro em mãos, Leandro foi para o local de sua morte.

Uma outra irmã da vítima também viu Adonias chamando por ele e, de acordo com testemunhas, o homem, geralmente, é o responsável de resolver as contas com os devedores e chamá-los para um “debate”. Mesmo contra a vontade dos familiares, Leandro andava com Adonias, onde consumiam e vendiam drogas no bairro.

Adonias, que estava preso por ter assassinado uma pessoa no Jardim América, havia saído há pouco tempo da cadeia e morava na mesma rua onde Leandro foi morto.

Poucos minutos depois da execução, o homem foi preso pela Polícia Militar, após efetuar um tiro contra um ônibus de trabalhadores rurais e por pouco não matou o motorista, que ficou em estado de choque.

O detalhe é que na arma apreendida com A., haviam 3 munições que foram deflagradas e, possivelmente, um tiro foi tentando acertar o pé de Leandro, que confessou a irmã, mas ele não chegou ser atingido. O segundo foi na cabeça de Leandro e o terceiro no ônibus.

[com informações do Rota das Notícias]