SÃO CARLOS | Informativo Econômico: Produto Interno Bruto e Taxa de Desemprego

O aumento discreto do PIB no trimestre de maio a julho em 0,4% com relação ao trimestre de abril a junho é acompanhado de avaliações em função das previsões do Relatório Focus do Banco Central do Brasil.

A taxa de crescimento do Produto Interno, segundo as expectativas dos entrevistados no relatório Focus, aponta para uma expansão de 0,87% no ano. A indústria e os serviços puxaram o PIB enquanto a agropecuária caiu em 0,4% com relação ao trimestre de abril a junho. O efeito da indústria e serviços seguidos do crescimento de 0,3% do consumo das famílias surtiram efeitos no mercado de trabalho.

As expectativas de mercado para a expansão do PIB há quatro semanas eram de 0,80% no ano. A atual expansão no trimestre provocou uma revisão desse número para 0,87%. É interessante observar que, em termos de expectativas, pequenas variações podem reacender o otimismo, porém, a situação atual é bem complexa.

A taxa de 0,46% de expansão do PIB foi avaliada como importante em meio a indefinições na política interna e do efeito temporal para aprovação da Reforma da Previdência. Outros indicadores devem ser acrescentados para uma avaliação mais geral, como os dados do mercado de trabalho.

No mês de julho a taxa de desemprego recuou discretamente, o que demonstra a correlação positiva entre Produto e Emprego. A taxa atual de desemprego do mês de julho, de 11,8%, corresponde a 12.569 milhões. O total de pessoas empregadas aumentou em 1.2 milhões, atingindo o número de 106.153 milhões de postos de trabalho para o conjunto de ocupações. As ocupações incluem o trabalho com carteira, informal, trabalho no setor público, doméstico, trabalho familiar auxiliar, empregador e por conta própria.

O emprego informal cresceu em 441 mil novos postos de trabalho, enquanto o emprego com carteira assinada aumentou em 10 mil postos em todo Brasil. O trabalho por conta própria aumentou em 341 mil postos, porém, o aspecto muito negativo da notícia é a redução de 50 mil empregadores. Todas essas variações correspondem a comparação dos dados do mês de julho com relação a junho de 2019. Os rendimentos médios dos brasileiros continuam estáveis, mas a quantidade de trabalho precário não tem ajudado o aumento dos rendimentos. O rendimento médio das pessoas ocupadas no Brasil caiu 1% no trimestre de maio a julho quando comparado ao trimestre anterior. Em média o brasileiro está recebendo R$ 2.290,00. Na região Sudeste o rendimento médio é de R$ 2.906,00 para homens e R$ 2.206,00 para mulheres. A média dos rendimentos para o Sudeste foi de R$ 2.614,00.

O crescimento dos rendimentos da população ocupada é que oferece as condições para a melhoria dos lucros e de melhores perspectivas para o ambiente de negócios. Em resumo, a expectativa para os próximos trimestres é de crescimento discreto, com perspectivas um pouco melhores para 2020. O ajustamento dos gastos a baixa taxa de crescimento é imprescindível, mas torna o movimento da economia como um todo muito lento! Sem um movimento ascendente das expectativas empresariais e de uma melhor eficiência do Setor Público, a economia não apresentará mudanças significativas.