COVID-19 | Ibaté faz ações de cuidado mental para profissionais da saúde

Desenvolvido pela Prefeitura de Ibaté, por meio do setor infantil do Ambulatório Municipal de Saúde “Dr. Ivo Morganti”, o projeto “Cuidando de quem cuida” está realizando na cidade várias ações de prevenção e cuidados com a saúde mental dos profissionais de saúde, durante o período de pandemia do novo coronavírus.

Entre as ações da equipe, formada pela fonoaudióloga Danielle dos Santos Nascimento, pela psicóloga Beatriz Maria Astolphi e pela terapeuta ocupacional Natalia Falvo Simões, o projeto fez a distribuição de dezenas de mudas de plantas medicinais para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), do Programa Saúde da Família (PSF) e para o ambulatório do município.

Segundo a Secretária-adjunta Municipal de Saúde, Elaine Sartorelli Breanza, a ideia é que as plantas sejam cultivadas e usados pelos próprios funcionários. “Temos acompanhado e percebido um grande aumento nos sintomas de ansiedade e estresse entre os profissionais da saúde por causa da pandemia. As plantas escolhidas auxiliam na diminuição desses sintomas e colaboram para o bem-estar físico e emocional do profissional”.

Juntamente com as mudas foi entregue um manual apresentando as ações de cada planta, como cultivá-la e como preparar compressas, chás e xaropes medicinais de maneira correta, por meio de infusão (folhas, flores) e maceração (raízes, cascas, sementes), por exemplo. “A fitoterapia e o uso de plantas medicinais representam uma forma eficaz de atendimento à saúde, especialmente no campo da Atenção Básica. O uso seguro das plantas está vinculado ao seu conhecimento prévio, por isso é fundamental a orientação para uma utilização adequada, sem perda da efetividade de seus princípios ativos e sem riscos de intoxicações por uso inadequado”, explicou Elaine Sartorelli Breanza.

As Unidades de Saúde receberam mudas diferentes, como Alecrim, Capim- cidreira, Poejo, Lavanda e Tomilho e foram estimuladas a fazer a troca entre elas. As plantas medicinais e fitoterápicas escolhidas para esse projeto fazem parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), também chamada de medicina complementar/alternativa pela Organização Mundial de Saúde (OMS).