A Black Friday 2025 ainda nem atingiu o pico das promoções, mas o Procon-SP já contabiliza um elevado volume de queixas relacionadas às ofertas do período. Até esta quinta-feira (27), às 17h, o órgão havia registrado 1.730 atendimentos, entre reclamações formais e consultas feitas pelas redes sociais. O levantamento, divulgado no balanço parcial do Procon-SP Digital, indica que problemas recorrentes das edições anteriores permanecem entre os principais motivos de insatisfação dos consumidores paulistas.
Segundo o relatório, os atrasos e falhas na entrega lideram as reclamações: foram 535 registros, correspondendo a 31,56% do total. Em seguida aparecem pedidos cancelados após a compra (14,63%); produtos entregues incompletos, danificados ou diferentes do anunciado (10,21%); maquiagem de descontos — quando o preço promocional não é real — (9,91%); e ofertas não cumpridas ou consideradas enganosas (7,32%). A classificação é feita pelos próprios consumidores no momento do registro.
Entre as empresas mais citadas estão Amazon (123 reclamações), Mercado Livre (100), Magazine Luiza/Netshoes/Epoca Cosméticos/Magalupay/Hub Fintech (80) e Via — grupo que reúne Casas Bahia, Pontofrio e Extra.com.br — com 61 registros. A operadora Vivo/Telefônica aparece na sequência, com 47 queixas. De acordo com o Procon-SP, o volume considera consumidores de todo o estado, incluindo atendimentos realizados diretamente no portal oficial e por meio de unidades municipais conveniadas.
O órgão de defesa do consumidor reforça que a Black Friday costuma concentrar problemas ligados à logística, publicidade enganosa e cancelamentos indevidos, e orienta que os consumidores registrem sempre os preços anunciados e fiquem atentos às condições de entrega e devolução. Um novo balanço parcial será divulgado nesta sexta-feira (28), às 17h, com atualização do número de reclamações durante o avanço das promoções.
















