
A Santa Casa de São Carlos realizou, na madrugada de domingo (30), a sexta captação de órgãos de 2026. O procedimento ocorreu após a confirmação de morte encefálica de um paciente de 15 anos e a autorização da família para a doação.
Durante a captação de órgãos na Santa Casa de São Carlos, foram retirados fígado, rins e córneas. Segundo a instituição, os órgãos e tecidos poderão beneficiar até cinco pessoas que aguardavam por um transplante.
O fígado foi destinado a São Paulo. Já os rins e as córneas seguiram para Ribeirão Preto, onde deverão integrar o processo de transplante de pacientes compatíveis.
Captação mobilizou equipes durante a madrugada
O procedimento mobilizou diferentes equipes durante a madrugada e foi acompanhado pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) da Santa Casa.
Além da organização do processo de doação, a comissão também prestou assistência aos familiares do paciente. A coordenadora de enfermagem Flávia Serpa Marques, integrante da CIHDOTT, afirmou que o trabalho envolve aspectos técnicos e o acolhimento à família.
“Esse processo exige organização, agilidade e muito cuidado em todas as etapas. Envolve diferentes equipes e, principalmente, o acolhimento à família em um momento de muita delicadeza”, afirmou.
Importância da decisão familiar
O provedor da Santa Casa de São Carlos, Antonio Valerio Morillas Junior, destacou que conversar previamente com familiares sobre a intenção de doar órgãos pode contribuir para que a vontade da pessoa seja conhecida em situações de morte encefálica.
“Nosso agradecimento é à família, que autorizou a doação, e a todos os profissionais envolvidos. Também é importante que as pessoas conversem em vida com seus familiares sobre o desejo de serem doadoras, para que essa vontade seja conhecida e respeitada em um momento tão difícil”, declarou.
Com a sexta captação realizada neste ano, a Santa Casa de São Carlos mantém a atuação no processo de doação e transplante de órgãos, que depende da articulação entre equipes hospitalares, centrais responsáveis pela destinação dos órgãos e, principalmente, da autorização familiar.



























