Com a chegada do Carnaval, período marcado por intensa circulação de pessoas e aumento das relações ocasionais, o Hospital Amaral Carvalho (HAC), referência nacional em oncologia, faz um alerta sobre as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que podem elevar o risco de desenvolvimento de câncer.
De acordo com especialistas da instituição, o principal agente associado ao câncer é o HPV (Papilomavírus Humano), responsável por alterações genéticas nas células que passam a se multiplicar de forma desordenada. O tipo de tumor mais frequentemente relacionado ao vírus é o câncer de colo do útero, mas a infecção também pode atingir vulva, vagina, região anal e cavidade oral.
Além do HPV, outras ISTs como clamídia, tricomoníase e HIV também preocupam. Segundo o hospital, esses agentes podem facilitar a ação do HPV sobre as células, potencializando o risco de desenvolvimento de tumores.
Infecções silenciosas e risco tardio
Um dos principais desafios no combate às ISTs é o fato de muitas delas evoluírem sem sintomas. Lesões iniciais provocadas pelo HPV, por exemplo, costumam ser silenciosas e não causam dor ou corrimento. Isso significa que a pessoa pode estar infectada e transmitindo o vírus sem perceber.
A clamídia também pode não apresentar sintomas e, além de favorecer a ação do HPV, é considerada uma das principais causas de infertilidade em mulheres jovens.
Diante desse cenário, o acompanhamento médico regular é apontado como fundamental. Exames como o teste de Papanicolaou, a pesquisa de DNA de HPV de alto risco e a avaliação do microbioma vaginal são essenciais para a detecção precoce de alterações celulares e prevenção de complicações futuras.
Prevenção é a principal aliada
O hospital reforça que a prática do sexo seguro, com uso de preservativos desde o início da relação, é a principal forma de reduzir o risco de transmissão das ISTs.
Outro avanço importante é a vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, em dose única, e também para adolescentes até 19 anos. Após essa faixa etária, o esquema prevê três doses, podendo ser aplicado até os 45 anos.
A instituição destaca que o Carnaval é momento de celebração, mas que a conscientização deve caminhar junto com a diversão. A prevenção hoje pode significar mais saúde no futuro.















