A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesporto realizou, na segunda-feira (26), a eleição para a nova composição do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, em um processo marcado por mudanças estruturais que ampliam a representatividade e o protagonismo das pessoas com deficiência nas decisões públicas.
Entre as principais reformulações, ficou estabelecido que os indicados pelo Poder Público deverão ser pessoas com deficiência ou ter ligação direta com a causa. Além disso, pela primeira vez, o representante da sociedade civil foi escolhido por meio do voto direto das próprias pessoas com deficiência, reforçando o caráter democrático do colegiado.
A votação ocorreu na sede da Secretaria, das 9h às 15h, e contou com a participação de cerca de 50 eleitores. Dez candidatos concorreram à vaga de representante da sociedade civil. O eleito foi Wagner Pereira Alves, com 26 votos. O suplente será Eduardo Munhoz Parisi, que obteve 15 votos. Também foram escolhidos como suplentes Neyton Campos de Mendonça e Renato Mendes de Oliveira. Os demais candidatos não receberam votos.
Paralelamente, foram definidas as entidades que passam a integrar o conselho. A organização O Pequeno Príncipe Instituto da Visão foi a mais votada, com 10 votos. Também foram eleitos o Instituto Acorde e a Associação dos Surdos de São Carlos, ambos com oito votos; a APAE São Carlos, com seis votos; e a Liga Central de Natação e o Instituto Florescer contra o Câncer, com cinco votos cada.
Como entidades suplentes foram definidas a Associação de Pais e Autistas Espaço Azul e o Projeto Amigos contra o Câncer Infantil e Adulto, ambos com quatro votos, além da Associação Paradesportiva de São Carlos, com três votos.
O secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesporto, Rafinha Almeida, destacou a relevância da participação popular no processo. “Tivemos o cuidado de fazer com que o conselho seja cada vez mais representativo. Nada sobre as pessoas com deficiência sem as pessoas com deficiência. Essa eleição reforça a inclusão e garante que os direitos sejam discutidos e defendidos por quem vive essa realidade”, afirmou.
Segundo o secretário, a ampla participação fortalece o papel do conselho nas decisões e nas campanhas de conscientização que serão promovidas pela Secretaria. “Foi um êxito. Agora contamos com representantes legítimos da sociedade civil e das entidades, o que dará ainda mais força às ações de inclusão em São Carlos”, concluiu.



















