O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3) um ataque em larga escala contra a Venezuela, afirmando que a operação atingiu a capital Caracas e outras cidades por vias aérea e terrestre. Em publicação nas redes sociais, Trump declarou que a ação foi “bem-sucedida” e que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, teriam sido capturados e retirados do país.
Segundo Trump, a operação contou com forças policiais dos EUA e novos detalhes seriam apresentados em entrevista coletiva marcada para as 11h, em Mar-a-Lago. O presidente norte-americano voltou a acusar Maduro de liderar uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas — acusações que o governo venezuelano nega. Nos últimos meses, os EUA teriam realizado bombardeios contra embarcações no Caribe, conforme a versão divulgada por Washington.
Em resposta, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, rejeitou qualquer presença de tropas estrangeiras no país, classificou o ataque como “vil e covarde” e pediu apoio da comunidade internacional. Já a vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu provas de vida de Maduro e da primeira-dama, cujo paradeiro, segundo ela, é desconhecido após os ataques.
Delcy Rodríguez denunciou bombardeios em Caracas e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira, com registro de mortes de civis, e afirmou que a Defesa Nacional foi acionada. Em pronunciamento, disse que as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), milícias e órgãos de segurança receberam ordens para “defender a pátria”, evocando o legado de Simón Bolívar e o direito à soberania. Organizações e redes internacionais, como a REDH, condenaram a ação, apontando possível violação da Organização das Nações Unidas e pedindo mobilização global. Até o momento, não há confirmação independente sobre a captura de Maduro.















