
A Prefeitura de São Carlos iniciou na última segunda-feira (8) uma nova etapa das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana. A iniciativa utiliza cinco drones para mapear áreas de risco e identificar possíveis criadouros em pontos de difícil acesso. Nesta primeira fase, o trabalho está concentrado nos bairros Eduardo Abdelnur e Jardim Zavaglia.
Coordenada pelo Departamento de Vigilância em Saúde, a ação foi articulada a pedido do prefeito Netto Donato. O mapeamento será realizado em todo o território do município e deve durar cerca de dois meses. A proposta é ampliar a capacidade de monitoramento das equipes e tornar as intervenções mais rápidas e direcionadas.
Após a conclusão do levantamento, os drones também serão utilizados no tratamento dos locais identificados, com pulverização de larvicidas e lançamento de pastilhas de cloro em caixas d’água destampadas, piscinas abandonadas e terrenos com acúmulo de resíduos. Segundo a Prefeitura, os produtos utilizados possuem recomendação do Ministério da Saúde e são seguros para seres humanos e animais.
De acordo com a diretora da Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, a tecnologia representa um avanço nas estratégias de enfrentamento às arboviroses. “Iniciamos mais uma vez o uso dos drones como uma ferramenta tecnológica no combate à dengue e outras arboviroses. Nesta etapa, contamos com cinco drones que permitem monitorar áreas de difícil acesso, como telhados, terrenos abandonados, caixas d’água e imóveis fechados, facilitando a identificação de locais com água parada, que servem de criadouros para o mosquito Aedes aegypti”, afirmou.

Denise destacou que os equipamentos ajudam a planejar melhor as ações e a agir com mais precisão. “Essa tecnologia nos permite planejar melhor as intervenções e agir de forma mais rápida e precisa. Além do monitoramento, utilizamos drones específicos para transportar e lançar pastilhas de larvicida em locais de difícil acesso, como piscinas abandonadas, contribuindo para reduzir significativamente a população do mosquito e, consequentemente, a transmissão das arboviroses”, explicou.
A diretora também reforçou que o uso dos drones não substitui as medidas tradicionais de prevenção. Segundo ela, a integração entre tecnologia, eliminação de criadouros e campanhas educativas fortalece o trabalho de vigilância, mas a participação da população segue como a principal medida para evitar a proliferação do mosquito.
O prefeito Netto Donato afirmou que a administração municipal tem buscado investir em tecnologia para ampliar a eficiência das ações de saúde pública. “Estamos utilizando ferramentas modernas para ampliar o alcance das ações de prevenção e combate ao mosquito. Os drones permitem identificar e tratar locais de difícil acesso, tornando o trabalho mais rápido, preciso e eficaz. Mas é fundamental que cada cidadão continue fazendo sua parte”, disse.
O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, ressaltou que os agentes de endemias continuarão realizando visitas às residências, com o apoio de tablets integrados ao sistema de monitoramento dos drones. “Essa união entre tecnologia e trabalho de campo fortalece nossas ações. Porém, nenhuma medida terá eficácia sem a colaboração da comunidade. Cada morador precisa fazer sua parte, eliminando possíveis criadouros”, afirmou.
Com a nova etapa, São Carlos busca reforçar o enfrentamento às arboviroses por meio da combinação entre tecnologia, vigilância em saúde e participação popular. A medida amplia o alcance das equipes em áreas de difícil acesso e reforça a necessidade de mobilização permanente da cidade contra o mosquito Aedes aegypti.























