
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) de São Carlos iniciou nesta segunda-feira, 17, um novo ciclo de oficinas voltado à ampliação do acesso à ciência, à cultura e ao patrimônio natural brasileiro. A primeira atividade ocorreu na EMEJA Austero Mangerona e teve como tema “Um dinossauro passou por aqui”, com participação do paleontólogo, escritor e professor da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Eduardo Anelli.
Durante o encontro, Anelli apresentou aos estudantes conteúdos relacionados à paleontologia, à história da Terra, à evolução da vida e aos dinossauros que habitaram o território brasileiro. Os participantes também tiveram contato direto com réplicas, modelos, livros e outros materiais didáticos, em uma proposta que buscou transformar conceitos científicos em uma experiência prática e acessível.
A oficina marcou o início do projeto educativo “Vestígios do Tempo: Ciência, Memória e Vida na EJAI”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação, por meio da Seção de Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI), em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEA) – Polo São Carlos da USP e o Museu da Ciência Prof. Mário Tolentino. A iniciativa também está ligada ao projeto “Pré-história, Dinossauros e Ciência no Brasil – Livro informativo, educação, cultura e cidadania”, coordenado por Anelli.
Coordenador do projeto “USP nas Escolas”, vinculado ao IEA – Polo São Carlos, o professor apresentou aspectos da formação do planeta e da presença de espécies pré-históricas no Brasil. A proposta é utilizar temas que despertem curiosidade para estimular a alfabetização científica e ampliar a participação dos estudantes na construção do conhecimento.
Além da abordagem científica, o projeto busca valorizar as experiências e os conhecimentos acumulados pelos alunos ao longo da vida. A aproximação entre escola, universidade e museu é considerada um dos principais eixos da iniciativa, permitindo que estudantes que retornaram à sala de aula tenham contato com diferentes espaços de produção e divulgação do conhecimento.
As próximas etapas incluem oficinas para a produção de réplicas paleontológicas, visitas mediadas ao Museu da Ciência Prof. Mário Tolentino e a elaboração de materiais pedagógicos e expositivos. Durante o ciclo, os estudantes poderão produzir fotografias, textos, desenhos, pesquisas, relatos e peças inspiradas nos conteúdos trabalhados.
Parte desse material deverá compor um espaço paleontológico da EJAI durante a II EXPO-EJAI Intermunicipal 2026, marcada para o dia 31 de outubro, em Limeira. A exposição deverá reunir trabalhos desenvolvidos por estudantes da modalidade e apresentar ao público resultados de diferentes projetos educacionais.
Para a chefe da Seção de Educação de Jovens, Adultos e Idosos, Maria Alice Zacharias, ações desse tipo ampliam as possibilidades de aprendizagem e reforçam o caráter inclusivo da modalidade. “A EJA é um espaço de acesso a todas as formas de conhecimento. Nossos estudantes têm o direito de aprender ciência, fazer perguntas, conhecer novos temas e compartilhar os saberes construídos ao longo da vida”, afirmou.
No encerramento da primeira oficina, estudantes, integrantes da equipe organizadora e o professor Luiz Eduardo Anelli fizeram um registro coletivo com as mãos abertas, em uma referência às pegadas dos dinossauros. O gesto simbolizou o início do novo ciclo de atividades e a proposta de deixar novas marcas na trajetória educacional dos participantes.
Matrículas seguem abertas
Pessoas com 15 anos ou mais que ainda não concluíram o Ensino Fundamental podem ingressar na EJA de São Carlos. Não há idade máxima para iniciar ou retomar os estudos.
As matrículas podem ser realizadas diretamente na EMEJA Austero Mangerona, localizada na Rua Sete de Setembro, nº 1.767, no Centro de São Carlos. Informações também podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp (16) 3364-2434.























