A Câmara Municipal de Ibaté vota nesta segunda-feira, 8, o Projeto de Lei Complementar nº 022/2025, apresentado pela Mesa Diretora e encampado pela presidente Viviane Serafim (Podemos). A proposta cria o cargo efetivo de Secretário Legislativo, com salário de R$ 4.460,50, e fixa as referências salariais de outras funções já existentes, como Secretária Administrativa, Contador e Procurador Jurídico, cujos vencimentos podem chegar a R$ 14.579,49 por mês, além de gratificações e cargos comissionados.
Enquanto a população enfrenta dificuldades no atendimento de saúde, problemas no abastecimento de água e outro problemas, o Legislativo opta por abrir espaço para mais despesas internas. O argumento oficial da Mesa Diretora é de que há necessidade de apoio administrativo ao trabalho dos vereadores. Na prática, porém, a medida é criticada por representar aumento de custos sem qualquer benefício direto à comunidade.
Diante desse cenário, o vereador Elizeu Sales (PL) divulgou uma nota de esclarecimento reafirmando seu voto contrário ao projeto. “Não é momento de aumentar as despesas do município. A prioridade deve ser a população, que precisa de melhorias reais, como o fornecimento de kit lanche para pacientes em viagens, saúde de qualidade e tantos outros serviços que ainda precisam avançar”, afirmou.
Elizeu lembrou que a Câmara já conta com dois estagiários, uma diretora e uma advogada jurídica para dar suporte aos trabalhos. “Peço que cada cidadão cobre do seu vereador para votar contra esse projeto, que só gera mais despesas sem benefício direto à população. O meu compromisso é com o povo, e por isso o meu voto é não”, completou.
Apesar das críticas, na justificativa do projeto, a presidente da Casa defende a legalidade da proposta, argumentando que os valores estão previstos no orçamento próprio do Legislativo e obedecem à Lei de Responsabilidade Fiscal. Para parte da população, no entanto, a medida representa falta de sintonia com a realidade da cidade. “É um tapa na cara da população. Ao invés de cortar custos e dar exemplo de austeridade, a Câmara cria cargo e aumenta os gastos em plena crise dos serviços públicos”, resumiu um munícipe indignado.



















