POR PAULO MELO
Em entrevista ao programa Primeira Página no Ar, da São Carlos FM, na manhã desta quinta-feira (4), o coordenador do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (COMDUSC), André Fiorentino, falou sobre a primeira audiência pública realizada no processo de revisão do Plano Diretor de São Carlos, que tem vigência há 10 anos.
Segundo Fiorentino, o encontro, realizado na Fundação Educacional de São Carlos (FESC), abordou os temas de infraestrutura e mobilidade urbana. “O objetivo é mostrar à sociedade como estão sendo tratados os temas do plano diretor vigente, o que foi realizado, o que está previsto e onde ainda há necessidade de intervenção”, explicou.
O coordenador destacou que a audiência surpreendeu pelo número de participantes. Inicialmente, o espaço contava com 100 cadeiras, mas a grande presença do público exigiu ampliação para acomodar cerca de 160 pessoas, além de duas salas adicionais, onde a apresentação também foi transmitida pela TV. “Foi muito incentivador perceber que a sociedade deseja participar”, disse.
Fiorentino detalhou que o plano diretor de São Carlos é extenso, com 231 artigos e 12 anexos, abrangendo temas como ordenamento territorial, política habitacional, preservação ambiental, uso e ocupação do solo, parcelamento e zoneamento. Ele enfatizou que o plano define o crescimento da cidade e organiza a expansão urbana, incluindo áreas de interesse social, industrial e ambiental.
Sobre a metodologia do processo de revisão, Fiorentino explicou que serão realizadas seis audiências, cada uma abordando um tema específico. A próxima está marcada para o dia 24 de setembro, no bairro Jardim dos Coqueiros, abordando governança e participação social. Nessas audiências, os cidadãos poderão opinar sobre o que deve ser alterado, acrescentado ou preservado no novo plano.
O coordenador também comentou sobre a importância de ordenar o crescimento do município. “Temos dois eixos de expansão significativos — norte e oeste. A sociedade poderá avaliar se devemos continuar nesses eixos ou estimular o crescimento em outras regiões, como o sul ou leste”, disse.
Outro ponto abordado na entrevista foi a questão dos piscinões urbanos, que visam conter enchentes sem comprometer áreas nobres da cidade, e a necessidade de expansão do Cemitério Nossa Senhora do Carmo, que está próximo do limite de capacidade. Fiorentino destacou que o plano diretor também prevê a criação de distritos industriais e regula o impacto de empreendimentos privados por meio do estudo de impacto de vizinhança (EIV).
“O plano diretor é fundamental para organizar a cidade, orientar o crescimento urbano, proteger áreas de interesse social e ambiental e permitir que a sociedade participe ativamente da construção da cidade que deseja”, concluiu Fiorentino.
A participação popular é considerada essencial para que o plano diretor reflita as necessidades reais de São Carlos. O coordenador reforçou o convite para a próxima audiência: dia 24 de setembro, às 18h, na Escola Estadual “Professor Aduar Kemell Dibo”, no Jardim dos Coqueiros, aberta a todos os cidadãos.
Ouça a entrevista de André Fiorentino na íntegra:


















