
A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Monjolinho, em São Carlos, recebeu na manhã de terça-feira, 4 de agosto, a visita da jornalista científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Anna Cecília Bezerra de Oliveira. A atividade integrou a etapa de diagnóstico e documentação do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Saúde Hidrossanitária e Qualidade de Vida (CCD-SHQV).
Durante a visita, a pesquisadora conheceu a estrutura da estação, a metodologia de trabalho e os procedimentos utilizados na coleta e na preparação das amostras destinadas aos estudos científicos. O objetivo foi registrar o funcionamento das atividades que servirão de base para o acompanhamento das condições hidrossanitárias do município.
O CCD-SHQV é desenvolvido em parceria entre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O projeto busca desenvolver soluções inovadoras para o monitoramento de contaminantes presentes no esgoto doméstico e para o aperfeiçoamento da gestão pública.
Com duração prevista de cinco anos e investimento aproximado de R$ 10 milhões, a iniciativa foi contemplada no quarto edital do Programa Centros de Ciência para o Desenvolvimento, da Fapesp. O projeto está sediado no Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP).
Ao longo da pesquisa, serão realizadas coletas semanais de esgoto em pontos estratégicos da cidade, georreferenciados por bairros. As análises deverão identificar vírus, bactérias, parasitas, hormônios, pesticidas, metais pesados, resíduos de medicamentos e outros contaminantes. As informações serão relacionadas a indicadores de saúde, educação e renda, formando um diagnóstico das condições hidrossanitárias de São Carlos.
Segundo o presidente do SAAE, Derike Contri, a participação da autarquia reforça o compromisso com a inovação, a pesquisa e a melhoria dos serviços prestados à população. “O saneamento básico vai muito além da infraestrutura. Hoje, ele também é uma importante ferramenta para a promoção da saúde pública e para a produção de conhecimento científico. Para o SAAE, é uma satisfação integrar um projeto dessa relevância, fortalecendo a parceria com instituições de pesquisa de excelência”, afirmou.
A infraestrutura da ETE Monjolinho será utilizada no desenvolvimento das atividades, enquanto o SAAE também colaborará com os procedimentos técnicos da pesquisa. A integração de dados ambientais, epidemiológicos e tecnológicos poderá subsidiar decisões sobre saúde pública, saneamento e sustentabilidade urbana, ampliando a aplicação da ciência na gestão municipal.





















