Crédito da foto: Prefeitura de Ibaté
Paulo Melo*
A situação enfrentada pelos moradores de Ibaté nos últimos dias, com a interrupção no abastecimento de água após a queima da bomba do Poço Popular, revela mais do que um contratempo técnico: evidencia a necessidade de planejamento preventivo e de manutenção eficiente da infraestrutura pública. Embora a prefeitura tenha agido rapidamente, substituindo o equipamento e realizando intervenções no poço, o fato de a nova bomba apresentar falhas horas depois demonstra que problemas estruturais antigos continuam afetando o serviço essencial.
A entrada de areia e pequenas pedras no poço, apontada como causa da queima da bomba, não é um problema novo, e já deveria ter sido identificado antes da instalação da nova unidade. A solução adotada – assoreamento e colocação de brita – é paliativa, e o novo rompimento da bomba neste domingo (07) reforça que a questão precisa de uma abordagem mais profunda e duradoura. Situações assim impactam diretamente a rotina da população, especialmente nos bairros mais altos e no São Benedito, que dependem de pressão suficiente para garantir o fornecimento.
Vale lembrar que, neste momento, não adianta o novo prefeito jogar a culpa na administração anterior. Ele é o responsável pela gestão da cidade agora, e a população espera ações concretas, não justificativas. Pedidos para economizar água são necessários, mas só resolvem parte do problema; a liderança atual precisa garantir que soluções duradouras sejam implementadas.
Mais do que medidas emergenciais, a situação pede transparência, planejamento estratégico e comunicação clara. A confiança da comunidade depende de respostas rápidas, mas, acima de tudo, de soluções que previnam novas crises. Água é questão de saúde pública, dignidade e qualidade de vida — e a responsabilidade de cuidar dela é do prefeito que está no comando hoje.
(*) O autor é jornalista [Mtb 87176/SP] e diretor geral do portal Região em Destake

















