
Flávio Bolsonaro fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante visita em São Carlos, nesta sexta-feira (04). O candidato à presidência da República também defendeu mudanças na condução institucional do País, convocou apoiadores para manifestações de 7 de Setembro e afirmou que Tarcísio de Freitas está entre os principais nomes da centro-direita brasileira.
Ao comentar uma manifestação atribuída ao presidente do STF, Edson Fachin, Flávio afirmou enxergar “uma luz no fim do túnel”, ao mesmo tempo em que voltou a questionar a atuação de Moraes. “A minha defesa vai ser sempre intransigente, a defesa do Supremo Tribunal Federal, a defesa institucional. As pessoas passam, as instituições ficam”, declarou.
Na sequência, porém, o senador elevou o tom contra Moraes e defendeu que o ministro seja formalmente investigado. Flávio relacionou suas críticas a informações que, segundo ele, vieram a público em investigação envolvendo o Banco Master. As acusações foram apresentadas pelo senador durante a entrevista.
Flávio Bolsonaro também critica Davi Alcolumbre
Questionado sobre Davi Alcolumbre e sobre a possibilidade de avanço de pedidos de impeachment contra Moraes no Senado, Flávio Bolsonaro criticou a postura do parlamentar e afirmou que a Casa deixou de analisar dezenas de pedidos relacionados ao ministro.
Segundo Flávio, o Senado teria perdido a oportunidade de contribuir para a recuperação da credibilidade institucional. “Ao invés de proteger a instituição, está perdendo uma grande oportunidade de resgatar a credibilidade não só do Senado, mas também devolver o Supremo ao povo, à população”, afirmou.
Ao ser questionado sobre segurança jurídica e credibilidade das instituições, Flávio relacionou o cenário político ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e convocou manifestações para o dia 7 de Setembro. Ele também defendeu critérios ideológicos e de comportamento para futuras indicações ao Supremo, citando posições sobre aborto, drogas e respeito à Constituição.
Apesar das críticas dirigidas a integrantes do Judiciário, Flávio procurou diferenciar ministros da própria instituição. “O Judiciário não é isso que nós estamos vendo aí, a magistratura não é isso que nós estamos vendo aí”, declarou. Segundo ele, cabe a agentes públicos buscar recuperar a confiança nas instituições e na democracia.

Tarcísio aparece como nome para o futuro político
A entrevista também entrou no cenário eleitoral. Questionado sobre uma eventual candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência em 2030, Flávio afirmou que apoiaria o governador paulista e o classificou como “um dos grandes quadros” da centro-direita.
“Sem dúvida alguma, o Tarcísio é um dos grandes quadros que nós temos na centro-direita”, disse Flávio. Ele também elogiou a passagem de Tarcísio pelo Ministério da Infraestrutura e manifestou expectativa de reeleição do governador em São Paulo.
Antes das declarações políticas, Flávio também havia defendido maior integração entre universidades, iniciativa privada e poder público. Ao citar São Carlos, destacou a formação especializada existente no município e afirmou que pretende estimular um ambiente capaz de manter profissionais qualificados no Brasil e atrair empresas interessadas em tecnologia e inovação.
A passagem por São Carlos, portanto, combinou discussões sobre inovação e formação profissional com declarações de forte teor político. As críticas ao STF, a Alexandre de Moraes e a Davi Alcolumbre, além das manifestações sobre Tarcísio de Freitas, colocaram o cenário institucional e eleitoral no centro da entrevista.

























