
Dois moradores de Ibaté foram vítimas de furto qualificado mediante fraude e por meio eletrônico, com prejuízo total de R$ 31.830,40, segundo ocorrências registradas nesta quarta-feira (23) pela Polícia Civil. Nos dois casos, os autores utilizaram chamadas de vídeo como parte da fraude e, posteriormente, foram realizadas transferências bancárias via Pix sem autorização das vítimas.
Em uma das ocorrências, um homem de 72 anos relatou ter recebido chamadas de vídeo de números que apareciam identificados como pertencentes ao Mercado Livre. No dia seguinte aos contatos, ele constatou transferências realizadas de sua conta bancária sem autorização.
De acordo com o boletim de ocorrência, as movimentações somaram R$ 27.036,40. Os contatos teriam sido realizados por números de telefone identificados como “Luz Fernando” e por outro número com DDD de São Paulo. A vítima afirmou não reconhecer nem ter autorizado as transferências.
No segundo caso, a vítima contou à Polícia Civil que recebeu uma chamada de vídeo de um número desconhecido. Após atender à ligação, segundo seu relato, o aparelho celular travou. Na sequência, as contas bancárias teriam sido acessadas por terceiros.
Conforme o registro policial, foram realizadas transferências entre as próprias contas da vítima antes do envio de valores, por meio de Pix, para pessoas que ela afirmou desconhecer. O prejuízo neste segundo caso foi de R$ 4.794.
Diante das ocorrências, a Polícia Civil de Ibaté faz um alerta à população: a recomendação é não atender chamadas de vídeo provenientes de números desconhecidos. A orientação é redobrar os cuidados principalmente quando o contato é inesperado e a pessoa do outro lado afirma representar bancos, empresas ou plataformas de comércio eletrônico.
A polícia ressalta que empresas legítimas e instituições financeiras não fazem chamadas de vídeo não solicitadas para pedir senhas, códigos de segurança ou orientar transferências e outras movimentações bancárias. Em caso de contato suspeito, a orientação é encerrar a chamada e procurar a empresa ou instituição financeira exclusivamente pelos canais oficiais.
As vítimas foram orientadas sobre os procedimentos para contestação das transferências junto aos bancos, inclusive por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED), utilizado em determinadas situações envolvendo fraudes com Pix. Os dois casos foram registrados para investigação e seguem sendo apurados pela Polícia Civil.
A recomendação é que qualquer pessoa que identifique movimentação bancária desconhecida comunique imediatamente a instituição financeira e registre a ocorrência. A rapidez na adoção dessas medidas pode contribuir para a tentativa de bloqueio dos valores e para a apuração dos responsáveis.

























