Uma funcionária pública da Secretaria Municipal de Educação de Ibaté, com 17 anos de serviço, publicou um vídeo [em modo público], no Facebook, e fez um desabafo contundente sobre sua situação na rede municipal, relatando indignação com decisões da atual gestão. Ela afirmou ter defendido o prefeito Ronaldo Venturi (PSD) durante a eleição e se sentiu traída por mudanças que considera injustas.
Segundo a servidora, há dois anos ela trabalha em determinada Creche Municipal, local onde afirma se identificar profundamente e onde sempre buscou oferecer o melhor atendimento às crianças, comprando até mantimentos do próprio bolso quando faltavam itens básicos como feijão e ovos. Ela ressalta que, desde fevereiro, está trabalhando sozinha, acumulando funções de três funcionários devido a aposentadorias e ausência de reposição de pessoal.
“Fiquei trabalhando todos esses meses, cansada, exausta, mas não deixando faltar nada para as crianças”, relatou. A funcionária criticou a decisão de designarem outra servidora para trabalhar com ela, alegando que a nova colega permanece em tarefas pouco exigentes enquanto ela permanece sobrecarregada.
A servidora questiona o critério da gestão municipal para realocação de funcionários. “Não é justo isso, prefeito. Funcionária boa de anos de serviço sendo castigada, jogando pra cá e pra lá porque reclama ou porque está insatisfeita”.
Apesar da insatisfação, ela afirma que continuará cumprindo suas obrigações, mas alerta que mudanças na sua posição podem levá-la a adotar uma postura mínima de trabalho, diferente da dedicação que sempre demonstrou. Ela reforça seu compromisso com a profissão, destacando que cuida de seu filho, do pai deficiente e ainda trabalha aos finais de semana para complementar a renda.
O desabafo da servidora levanta questões sobre gestão de pessoal, reconhecimento de funcionários e condições de trabalho na rede municipal de educação de Ibaté. Ela marcou o prefeito, vice-prefeito, vereadores e outras pessoas.

















