
A Polícia Civil de Ibaté registrou um caso de estelionato após uma pessoa perder R$ 3.394 em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por um advogado e por um suposto diretor financeiro de um tribunal. A fraude ocorreu na quarta-feira (21 de outubro), por meio do aplicativo WhatsApp, e envolveu a falsa promessa de liberação de valores referentes a uma ação judicial.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma mensagem de um indivíduo que se apresentou como advogado e informou que uma causa judicial havia sido julgada favoravelmente. O suspeito afirmou que existia uma quantia disponível para recebimento e que seriam necessários alguns procedimentos para liberar o dinheiro.
Durante a conversa, a vítima foi orientada a fornecer seus dados bancários. Em seguida, o contato foi transferido para outro indivíduo, que se apresentou como diretor financeiro de um tribunal e passou a conduzir as supostas etapas necessárias para a liberação do valor judicial.
O segundo suspeito encaminhou códigos Pix e orientou a vítima a movimentar recursos de outras contas bancárias para sua conta principal. A justificativa apresentada era de que determinados pagamentos seriam necessários para quitar taxas relacionadas à liberação do dinheiro da ação judicial.
Acreditando na veracidade das informações e na suposta participação de profissionais ligados à Justiça, a vítima seguiu as orientações recebidas. Durante o procedimento, realizou uma transferência via Pix no valor de R$ 3.394 para uma instituição de pagamento indicada na negociação.
Entretanto, após a operação financeira, a vítima não recebeu qualquer quantia referente à suposta decisão judicial. Ao perceber que havia sido enganada, procurou a Polícia Civil de Ibaté para comunicar os fatos e solicitar o registro da ocorrência.
Na delegacia, foram apresentados os comprovantes da transferência bancária e os registros das conversas mantidas pelo WhatsApp. O material foi anexado ao boletim de ocorrência e poderá auxiliar na identificação dos envolvidos e no esclarecimento das circunstâncias da fraude. A autoridade policial orientou a vítima sobre os procedimentos cabíveis, e as diligências prosseguem.
O caso chama a atenção para uma modalidade de estelionato em que criminosos utilizam informações sobre processos judiciais e simulam a identidade de advogados ou representantes do Judiciário para transmitir credibilidade às abordagens. A promessa de recebimento de valores costuma ser acompanhada de pedidos de dados bancários ou pagamentos antecipados.
Para evitar esse tipo de fraude, a orientação é confirmar qualquer informação sobre processos diretamente com o advogado responsável, utilizando um telefone já conhecido e verificado, ou pelos canais oficiais do tribunal. A população também deve desconfiar de solicitações de transferências via Pix para liberar supostos valores judiciais. A adoção dessas medidas pode reduzir o risco de prejuízos financeiros e dificultar a atuação de golpistas.



























