
A Polícia Civil de Ibaté registrou, nesta quarta-feira, 21 de outubro, duas ocorrências de estelionato envolvendo golpes aplicados pelo WhatsApp, que provocaram prejuízo total de R$ 802 às vítimas. Em um dos casos, criminosos se passaram por uma advogada e um promotor de Justiça para cobrar uma suposta taxa de liberação de valores judiciais. No outro, um golpista fingiu ser a filha da vítima e conseguiu uma transferência bancária de R$ 700. As duas ocorrências foram apresentadas à delegacia, que registrou os fatos e deu prosseguimento às diligências.
No primeiro caso, conhecido como golpe do falso advogado, a vítima recebeu mensagens de uma pessoa que se apresentou como sua representante jurídica. A suposta profissional informou que uma ação judicial havia sido julgada favoravelmente e encaminhou um documento intitulado “Sentença”, apresentado como comprovante da decisão.
Na sequência, a pessoa solicitou dados bancários para realizar o suposto pagamento dos valores decorrentes do processo. Posteriormente, um segundo envolvido entrou em contato, desta vez se identificando como promotor de Justiça, e encaminhou códigos Pix relacionados a uma alegada “isenção de impostos”.
Inicialmente, os criminosos exigiram o pagamento de R$ 2 mil. A vítima informou que não possuía o dinheiro e, diante da negativa, os golpistas reduziram a cobrança para R$ 102. Acreditando que o procedimento era necessário para receber o valor judicial, a pessoa realizou a transferência.
Após o pagamento, os envolvidos alegaram que havia instabilidade na conta bancária e solicitaram a indicação de uma conta de terceiro de confiança para receber o suposto crédito. Foi nesse momento que a vítima desconfiou da situação e procurou a Polícia Civil de Ibaté. Conversas e comprovantes da transação foram anexados ao boletim de ocorrência.
Golpista se passa por filha e consegue transferência de R$ 700
Na segunda ocorrência, registrada na mesma data, uma pessoa recebeu mensagens de um número desconhecido pelo WhatsApp. O interlocutor se apresentou como sua filha e afirmou que havia trocado de telefone devido a problemas com o chip e a quebra do aparelho anterior.
Durante a conversa, o suspeito alegou que precisava realizar um pagamento urgente, mas estava impossibilitado de acessar o aplicativo bancário. Para convencer a vítima, pediu uma transferência e prometeu devolver o dinheiro no dia seguinte.
Acreditando conversar com a própria filha, a vítima realizou um Pix de R$ 700 para uma conta de terceiro indicada pelo golpista. Segundo o registro policial, o dinheiro saiu da conta de seu filho, uma pessoa com deficiência.
Depois de receber o valor, o criminoso passou a solicitar novas transferências. A insistência levantou suspeitas e levou a vítima a perceber que estava sendo enganada. Ao informar que havia procurado a delegacia, deixou de receber respostas do número utilizado na fraude.
Os comprovantes bancários e as conversas mantidas pelo aplicativo foram entregues à Polícia Civil. A autoridade policial orientou a vítima sobre os procedimentos cabíveis e determinou o registro da ocorrência para continuidade da apuração.
Polícia apura casos; veja como evitar golpes
As duas ocorrências apresentam características comuns de fraudes praticadas por aplicativos de mensagens. Em ambos os casos, os responsáveis utilizaram identidades falsas e situações aparentemente urgentes para convencer as vítimas a realizar transferências bancárias.
No golpe do falso advogado, os criminosos exploraram a expectativa de recebimento de valores judiciais. Já no golpe do falso familiar, a estratégia foi simular uma emergência financeira para obter dinheiro sem que a identidade do solicitante fosse confirmada.
A principal orientação preventiva é desconfiar de pedidos de transferências recebidos por números desconhecidos, mesmo quando o interlocutor utiliza o nome de familiares ou profissionais conhecidos. Antes de enviar dinheiro, é importante confirmar a identidade da pessoa por outro canal de comunicação, preferencialmente por ligação para um número já conhecido.
Em situações envolvendo processos judiciais, a recomendação é procurar diretamente o advogado responsável, por seus contatos habituais, e verificar a autenticidade de documentos e cobranças. Também é importante não compartilhar dados bancários ou pessoais sem confirmar a origem da solicitação.
Caso uma transferência tenha sido realizada, a vítima deve comunicar imediatamente o banco, solicitar a análise da transação pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, quando aplicável, e registrar boletim de ocorrência. O mecanismo permite a tentativa de recuperação de valores em situações de fraude, mas não garante a devolução do dinheiro.
A Polícia Civil de Ibaté prossegue com as diligências para apurar os dois casos. As ocorrências reforçam a importância da verificação de informações e da cautela diante de solicitações financeiras feitas por aplicativos de mensagens, especialmente quando envolvem urgência, documentos suspeitos ou mudanças inesperadas de números telefônicos.



























