Fotos: Fernando Zanderin Jr. / Grêmio São-Carlense
O Grêmio São-Carlense voltar a jogar mal e deu adeus à Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026, na manhã deste sábado (10), ao ser derrotado por 2 a 1 pelos garotos reservas do Santos, no Estádio Municipal Professor Luís Augusto de Oliveira, o Luisão. Com o resultado, a equipe são-carlense foi eliminada ainda na primeira fase, enquanto o Real Brasília ficou com a segunda vaga do Grupo 16 ao vencer o União Cacoalense por 3 a 0.
A rodada dupla marcou a terceira e última jornada da fase classificatória. No primeiro confronto do dia, o Real Brasília venceu com tranquilidade o União Cacoalense, chegou aos quatro pontos e garantiu a classificação, eliminando o adversário, que terminou com apenas um ponto. Na sequência, coube ao Grêmio São-Carlense a missão de vencer para seguir vivo na competição.
A equipe comandada por Alex Francisco até começou dando esperança ao torcedor. Em um início de jogo truncado e tecnicamente pobre, o Grêmio aproveitou uma falha defensiva do Santos e abriu o placar aos 9 minutos, com Christian. O problema é que, mais uma vez, a vantagem não foi administrada. Em erro individual de Matheus, Felipe empatou para o Santos pouco depois, esfriando o bom momento dos “Lobinhos”.
O primeiro tempo seguiu morno, com excesso de bolas longas, pouca criatividade e raras infiltrações — um roteiro que, infelizmente, já havia se repetido nas partidas anteriores. Aos 36 minutos, após falta cometida por Leonardo Sartori na entrada da área, Benício cobrou com precisão no canto direito de Mikael e decretou a virada santista ainda antes do intervalo.
Na volta para o segundo tempo, sob forte calor, o jogo ficou “doído”, com evidente desgaste físico e escassez de inspiração. O Grêmio tentou buscar o empate mais na base da empolgação do que da organização tática. Criou algumas oportunidades, mas sem consistência. Do outro lado, mesmo com um time reserva, o Santos mostrou maior equilíbrio, controlou a posse de bola e administrou o resultado.
As alterações promovidas pelo técnico Alex Francisco não surtiram o efeito esperado. Nervoso e apressado, o Grêmio pouco produziu ofensivamente, enquanto o Santos trocava passes e aguardava o apito final para confirmar a classificação com 100% de aproveitamento na fase de grupos.
A eliminação precoce deixa um gosto amargo e levanta questionamentos. A Copinha é vitrine, aprendizado e cobrança — e, desta vez, os Jovens Lobos ficaram devendo justamente no que mais precisavam mostrar: organização, repertório ofensivo e capacidade de reação. O sonho existiu por alguns minutos, mas, no fim, a despedida veio cedo demais.



















