A violência contra a mulher fez mais uma vítima na região. Uma mulher de 62 anos foi brutalmente assassinada a facadas na manhã desta quinta-feira (12), no Jardim das Hortênsias, em Araraquara (SP). O crime ocorreu no local onde ela trabalhava com a separação de materiais recicláveis.
De acordo com informações da polícia, o autor do crime, companheiro da vítima, de 43 anos, foi até o bolsão de reciclagem onde ela realizava a triagem dos materiais em uma caçamba e a atacou com golpes de faca. Após o assassinato, tentou fugir pela Avenida Jurandir Rios Garçoni, ainda portando a arma, mas foi contido e preso por policiais militares.
Diante de mais esse caso de feminicídio, o presidente da Câmara Municipal de São Carlos, Lucão Fernandes, manifestou profunda indignação e tristeza. Para ele, o crime não é um episódio isolado, mas parte de uma realidade cruel que insiste em vitimar mulheres diariamente.
“Não podemos naturalizar o inaceitável. Uma mulher de 62 anos, no seu local de trabalho, ter a vida interrompida de forma tão violenta, é algo que revolta qualquer cidadão de bem. É mais uma família destruída, mais uma história interrompida pelo machismo e pela cultura da violência”, declarou.

Lucão reforçou que o enfrentamento ao feminicídio precisa ser permanente e articulado entre os poderes públicos e a sociedade. Segundo ele, não basta indignação momentânea: é necessário fortalecer políticas públicas, ampliar a rede de proteção e investir em prevenção e educação.
“Enquanto presidente da Câmara de São Carlos, reafirmo nosso compromisso com todas as ações de combate à violência contra a mulher. Cada feminicídio é um fracasso coletivo. Não podemos nos calar. Precisamos agir, cobrar, fiscalizar e, acima de tudo, proteger”, enfatizou.
O parlamentar ainda se solidarizou com os familiares e amigos da vítima e destacou que a dor que atinge Araraquara ecoa em toda a região. “Quando uma mulher é assassinada, toda a sociedade é ferida. Que essa tragédia nos mova à ação, não apenas à comoção.”
O caso segue sob investigação. Mais uma vez, a região contabiliza não apenas um número nas estatísticas, mas uma vida perdida para a violência de gênero — uma realidade que exige resposta firme e imediata.















