A Prefeitura de São Carlos dá início, nesta quarta-feira (3), ao processo de revisão do Plano Diretor Estratégico, documento que definirá os rumos do crescimento urbano e rural do município na próxima década. A primeira audiência pública será realizada na Fundação Educacional de São Carlos (FESC), às 19h, com foco em Mobilidade Urbana — considerada central para tornar a cidade mais segura, inclusiva e sustentável.
O Plano Diretor é o principal instrumento de planejamento territorial do município e, nesta revisão, buscará atualizar diretrizes sobre uso e ocupação do solo, infraestrutura, meio ambiente e desenvolvimento urbano. A participação popular será um dos pilares do processo, com audiências públicas temáticas e escuta ativa da sociedade civil.
Para Laert Rigo, presidente da Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos (Aeasc), é essencial que a revisão do Plano Diretor esteja alinhada ao Plano de Mobilidade do Município. “É fundamental adequar o Plano Diretor às diretrizes técnicas já discutidas e aprovadas, incluindo a organização do sistema viário, a reestruturação do transporte coletivo para torná-lo mais eficiente e atrativo, o planejamento integrado das ciclovias e a valorização dos deslocamentos a pé”, afirma.
Segundo Rigo, essas medidas são essenciais para atender às demandas reais da população e promover qualidade de vida. “Estamos falando de uma cidade pensada para todos, com acessibilidade, segurança viária e alternativas sustentáveis de deslocamento”, acrescenta.
Expansão urbana e desafios de infraestrutura
Além da mobilidade, a Aeasc destaca dois grandes desafios que devem ser enfrentados na revisão do plano: drenagem e abastecimento hídrico. “O primeiro está relacionado ao planejamento de macro e microdrenagem, tanto nas áreas já urbanizadas quanto nas que serão ocupadas, reduzindo riscos de alagamentos e garantindo maior resiliência frente a eventos extremos”, explica.
O segundo desafio é compatibilizar o crescimento urbano com a disponibilidade de água. “É preciso garantir que os novos bairros tenham abastecimento suficiente e estável. O novo Plano Diretor pode contribuir ao integrar uso do solo com gestão hídrica e de drenagem, incentivando soluções baseadas na natureza”, afirma Rigo.
O presidente da Aeasc reforça o compromisso da entidade na construção do Plano Diretor. “Nossa colaboração será sempre pautada em propostas técnicas, fundamentadas em estudos e dados concretos, contribuindo para que as decisões estejam alinhadas às necessidades reais da população”, conclui.



















