Uma grande operação policial realizada em todo o Estado de São Paulo resultou na prisão de 282 pessoas investigadas ou condenadas por crimes de violência contra a mulher, além da apreensão de armas de alto poder ofensivo, incluindo um fuzil calibre 5,56. A ação ocorreu durante o “Dia D” da Operação Mulher Segura, mobilizando forças de segurança em centenas de municípios paulistas.
De acordo com o Governo do Estado, somente em São Paulo 128 pessoas foram presas em flagrante ou por mandados judiciais durante a ofensiva realizada nesta quinta-feira (5). Outras 154 prisões já haviam sido efetuadas pela Polícia Militar entre os dias 1º e 4 de março, dentro do mesmo conjunto de ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica.
A operação contou com a participação de 1.769 policiais civis e 736 viaturas, atuando simultaneamente em 258 municípios do estado. O foco principal foi o cumprimento de mandados contra suspeitos ou condenados por crimes previstos na Lei Maria da Penha, como ameaça, descumprimento de medidas protetivas, estupro e feminicídio.
Durante uma das diligências, realizada pela Delegacia de Defesa da Mulher de Botucatu, os agentes encontraram um verdadeiro arsenal na casa de um investigado por violência doméstica. No local foram apreendidas duas pistolas semiautomáticas Glock, nos calibres .380 e .40, além de um fuzil Taurus calibre 5,56 e diversas munições.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito possui registro como CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador). Apesar de as armas estarem formalmente regularizadas, o material foi recolhido como medida de segurança para garantir a proteção das vítimas, conforme determina a legislação de combate à violência doméstica.
A Lei Maria da Penha, criada em 2006, é considerada um dos principais instrumentos legais do país para prevenir, punir e erradicar a violência doméstica e familiar contra a mulher, prevendo medidas protetivas, prisões e outras ações para garantir a segurança das vítimas.
As autoridades destacaram que operações desse tipo são fundamentais para retirar agressores das ruas, garantir o cumprimento das decisões judiciais e fortalecer a rede de proteção às mulheres em todo o estado.


















