
O padre Carlos Alberto Giacone divulgou uma mensagem nesta quarta-feira, 24, dia de São João Batista, para registrar os cinco anos desde o início de uma prova de saúde que marcou sua vida. Segundo o relato, ele completa quatro anos de tratamento em São Paulo, depois de já ter passado um ano enfermo em São Carlos.
Na mensagem, o religioso informou que, após um quadro de Covid, em junho de 2021, foi diagnosticado inicialmente, em novembro daquele ano, com Síndrome Mielodisplásica com excesso de blastos. Em 2022, já em acompanhamento em São Paulo, o caso foi classificado como provável alto risco e evoluiu para Leucemia Mieloide Aguda, com alterações moleculares consideradas de alto risco.
Diante do quadro, padre Carlos Alberto passou por um transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas, com doador não aparentado do Banco de Doadores de Medula. As células foram recebidas em 21 de janeiro de 2025, com compatibilidade 10/10, após um regime rigoroso de condicionamento. De acordo com ele, a evolução no pós-transplante ocorreu de forma adequada.
O padre afirmou que, do ponto de vista clínico atual, encontra-se em bom estado geral, assintomático e estável. Também informou que não fará mais uso de medicação oncohematológica, o que classificou como motivo de grande alegria. O próximo semestre, segundo a mensagem, será dedicado à sustentação da remissão completa da doença de base.
Ainda conforme o relato, o religioso apresenta enxerto pleno, com quimerismo completo, ou seja, 100% doador, além de estabilidade clínica e laboratorial. Ele destacou que, até o momento, não há sinais de infecção, doença residual ou recidiva. Mesmo assim, seguirá em acompanhamento ambulatorial em São Paulo por mais alguns meses, respeitando as orientações médicas.
Ao encerrar a mensagem, padre Carlos Alberto agradeceu a Deus, às pessoas que o acompanharam e a tudo o que o sustentou nesse período. Ele afirmou que, aos poucos, pretende retomar a vida comunitária e missionária, deixando uma bênção em nome da Santíssima Trindade e uma manifestação de gratidão à comunidade que acompanhou sua trajetória de tratamento.

























