
A Polícia Civil de Ibaté esclareceu o homicídio registrado no dia 9 de maio de 2026, no bairro Jardim Cruzado. A vítima, um homem de 36 anos conhecido, foi atingida por disparos de arma de fogo em frente à residência onde morava, na Rua Itirapina.
De acordo com a Polícia Civil, equipes da Delegacia de Ibaté retornaram ao local dos fatos em 11 de maio e iniciaram diligências para apurar a dinâmica do crime. Durante o trabalho investigativo, foram coletadas imagens nas imediações, que ajudaram os policiais a reconstruir parte da movimentação antes do homicídio.
A análise das imagens indicou que a vítima desceu a Rua Benedito Barreto e entrou na Rua Itirapina, sendo seguida por uma pessoa que estaria em uma bicicleta. A partir das apurações do Setor de Investigações, a Polícia Civil apontou um suspeito e a autoridade policial representou por mandados de busca e apreensão, cumpridos em 11 de junho de 2026.
Durante as buscas, foram apreendidos quatro celulares. No mesmo dia, a Polícia Civil colheu prova oral que, segundo a investigação, confirmou a suspeita sobre o envolvimento do investigado no homicídio. Em 12 de junho, a autoridade policial representou pela prisão temporária, que foi deferida pela Justiça. No dia seguinte, 13 de junho, a Guarda Civil Municipal de Ibaté efetuou a captura do suspeito.
Após a análise dos elementos coletados, o Setor de Investigações Gerais da Polícia Civil de Ibaté elaborou relatório circunstanciado apontando a motivação do crime, relacionada a uma briga envolvendo ciúmes, e a forma como o homicídio teria sido praticado. Testemunhas também foram ouvidas e, conforme a Polícia Civil, relataram que o suspeito preso teria confessado a prática do crime.
Com a conclusão das investigações, a autoridade policial encerrou o inquérito com o indiciamento do suspeito e pediu a conversão da prisão temporária em prisão preventiva. O Ministério Público ofereceu denúncia por homicídio qualificado, com base no artigo 121, parágrafo 2º, incisos I, III e IV, do Código Penal, referentes a motivo torpe, meio que possa resultar perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O Ministério Público também acompanhou a representação da autoridade policial pela conversão da prisão temporária em preventiva. O caso segue agora sob análise do Poder Judiciário, reforçando a importância do trabalho investigativo para a elucidação de crimes graves e para a responsabilização dos envolvidos.
























