A Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos veio a público na manhã desta segunda-feira, 15, por meio de nota oficial, esclarecer uma ocorrência registrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Prado, após a ampla circulação de um vídeo nas redes sociais.
Nas imagens, é possível ver um estudante de medicina supostamente emitindo e assinando uma receita médica utilizando o nome da profissional responsável pelo atendimento, prática que infringe normas legais e administrativas.
É importante destacar que, em toda a rede municipal de urgência e emergência, a emissão de documentos médicos é restrita a profissionais legalmente habilitados. Estudantes, mesmo em estágio supervisionado, não têm autorização para assinar prescrições ou qualquer tipo de laudo clínico.
Diante da situação, a Secretaria informou que comunicará formalmente o Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP), ao qual o aluno está vinculado, solicitando esclarecimentos e providências quanto ao ocorrido.
Por fim, a pasta reforça seu compromisso com a integridade e a legalidade dos atendimentos prestados à população e afirma que condutas irregulares como essa não serão toleradas em nenhuma hipótese.
Leia a nota na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos informa que tomou conhecimento de um vídeo que circula nas redes sociais, no qual um estudante de medicina teria assinado uma receita médica em nome da médica responsável pelo atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Prado.
Cabe esclarecer que tal procedimento não é permitido nas Unidades de Pronto Atendimento e nas demais unidades da rede municipal de urgência e emergência. A assinatura de documentos médicos é uma atribuição exclusiva de profissionais devidamente habilitados, conforme determina a legislação vigente.
Diante do ocorrido, a Secretaria Municipal de Saúde notificará o Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP), instituição à qual o estudante está vinculado, para que preste esclarecimento sobre a conduta adotada.
A Secretaria reitera que não admitirá esse tipo de prática, a fim de evitar que situações semelhantes se tornem recorrentes no atendimento médico da rede pública.


















