A Prefeitura de São Carlos encaminhou à Câmara Municipal a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026, estimando receita e fixando despesa em R$ 1,747 bilhão. A peça foi elaborada pela Secretaria de Gestão Pública e Integração Governamental, em conformidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Plano Plurianual (PPA) 2026–2029, além das normas do Tribunal de Contas do Estado e da Secretaria do Tesouro Nacional.
A estimativa considera projeções do Banco Central, que apontam crescimento de 2,21% do Produto Interno Bruto (PIB) e inflação estabilizada em 4,5% para 2026. No plano municipal, os cálculos foram baseados na arrecadação efetiva até o primeiro semestre de 2025 e no desempenho da série histórica recente.
Entre as prioridades destacadas estão a manutenção da tarifa zero no transporte público aos finais de semana e a ampliação de parcerias institucionais para fortalecer investimentos e promover justiça social. A gestão também promete modernizar processos administrativos com uso de tecnologia e revisar programas de baixo desempenho.
Na divisão das despesas, a Administração Direta contará com R$ 1,448 bilhão. As secretarias de Saúde (R$ 485 milhões) e Educação (R$ 391 milhões) lideram os repasses, seguidas por Gestão de Pessoas (R$ 198 milhões) e Fazenda (R$ 109 milhões). A Câmara Municipal terá orçamento de R$ 42,4 milhões. Já a Administração Indireta somará R$ 298,7 milhões, com destaque para o SAAE (R$ 270,5 milhões), a Fundação Educacional São Carlos (R$ 12,8 milhões), a PROHAB (R$ 8,3 milhões) e a Fundação Pró-Memória (R$ 6,9 milhões).
A novidade em relação ao orçamento anterior é a ausência de previsão de operações de crédito. No exercício passado, o SAAE chegou a incluir R$ 500 mil em recursos externos que não se concretizaram.


















