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Presença espanhola em São Carlos ganha livro e resgata história pouco conhecida da cidade

Obra lançada pela Pró-Memória detalha imigração espanhola, associações, cultura e culinária e personagens
Redação 12 de fevereiro de 2026
leila

Foto: Paulo Mello

PAULO MELLO

A presença espanhola em São Carlos, muitas vezes considerada discreta ou até invisível ao longo do tempo, acaba de ganhar um registro histórico robusto. O livro “A Presença Espanhola em São Carlos” foi tema da entrevista desta quinta-feira (12), no programa Primeira Página no Ar, da São Carlos FM 107,9, com a participação da historiadora Leila Massarão, chefe de Divisão de Pesquisa e Divulgação da Fundação Pró-Memória, e do pesquisador e escritor João Pedro Volante, um dos autores da obra.

A publicação é resultado de uma longa pesquisa conduzida pela Fundação Pró-Memória, que desde os anos 2000 desenvolve estudos sobre os diferentes grupos imigrantes que ajudaram a formar a cidade. Italianos, árabes, portugueses e afrodescendentes já foram objeto de exposições e pesquisas. No entanto, até o momento, apenas espanhóis e japoneses ganharam livros próprios.

“Essa é uma pesquisa que teve vários percalços ao longo do caminho, mas conseguimos finalizá-la. É uma obra construída pelo João e pela historiadora Vanessa Dias, que também participou do projeto”, explicou Leila.

Durante a entrevista, João Pedro Volante detalhou o perfil dos imigrantes espanhóis que chegaram a São Carlos. Diferentemente dos italianos, que vieram em maior número no final do século XIX, os espanhóis chegaram principalmente no início do século XX.

Segundo o pesquisador, tratava-se, em sua maioria, de um grupo mais humilde. “A imigração espanhola tem uma característica interessante. Por terem vindo depois, a maioria era pobre. É muito difícil encontrar grandes proprietários entre eles. Muitos abriram pequenas vendas, pequenos negócios e foram crescendo aos poucos.”

Grande parte dos espanhóis que vieram para a região era originária do sul da Espanha, especialmente da Andaluzia, de cidades como Almería e Cádiz — regiões marcadas por crises agrárias e problemas econômicos na época.

Além disso, muitos chegaram ao Brasil subvencionados pelo próprio Estado brasileiro, dentro das políticas de incentivo à imigração.

A pesquisa identificou dois grandes perfis de fixação dos espanhóis em São Carlos: meio rural, com pouca documentação disponível até hoje; e meio urbano, onde surgiram comerciantes, industriais e lideranças comunitárias.

Entre os nomes de destaque está o empresário Cândido Padim — hoje nome de rua na cidade — e o fotógrafo Filemón Pérez, considerado um dos principais responsáveis pelo acervo fotográfico de São Carlos no final do século XIX. “Se não fosse o Filemón Pérez, nós não teríamos boa parte das imagens antigas da cidade”, destacou Leila.

Um dos pontos mais curiosos revelados pela obra é a existência da Sociedade Espanhola de São Carlos, fundada ainda no final do século XIX. A entidade promovia festas, apresentações musicais e eventos culturais. Segundo os autores, havia registros de música flamenca, apresentações com castanholas e intensa vida social entre os membros.

No entanto, a documentação da associação se perdeu ao longo do tempo. “A história da Sociedade Espanhola está fragmentada. A documentação não foi localizada. Muitas vezes a associação fecha e os arquivos se perdem”, explicou Leila.

Outro dado histórico revelado pela pesquisa surpreende: São Carlos já teve touradas, anunciadas nos jornais como “circo de touros”, principalmente no final do século XIX.

As apresentações aconteciam na região onde hoje está a Praça XV e áreas centrais que, à época, ainda tinham características rurais.

Segundo João, “a partir do início do século XX, os registros desaparecem. Acreditamos que as touradas tenham deixado de acontecer nesse período.”

Um dos desafios da pesquisa foi identificar os descendentes espanhóis, já que muitos sobrenomes foram abrasileirados ao longo do tempo. Martínez virou Martins. Pérez passou a ser escrito com “S”. Hernández perdeu o acento. Esse processo dificultou o rastreamento das famílias.

Além disso, conforme destacou Leila, os espanhóis tendiam a formar um grupo mais fechado socialmente. “Diferente dos italianos, que são muito expansivos, os espanhóis eram mais reservados. Isso contribuiu para essa sensação de invisibilidade.”

Se algumas práticas culturais desapareceram, a culinária permanece como forte elemento de identidade. Entre os pratos e doces citados na entrevista estão: Paella; Churros; e Mantecal (com receitas familiares preservadas). “A culinária é um aspecto muito importante para manutenção das características culturais. As famílias mantêm essas receitas com muito orgulho”, ressaltou Leila.

Para João Pedro Volante, o livro também tem um significado pessoal. Descendente de espanhóis e são-carlense do distrito de Água Vermelha, ele revelou que o projeto tem ligação direta com sua história familiar. “Eu sempre tive apreço pela história de São Carlos. E o fato da minha família ser descendente espanhola também foi um dos motivadores.”

Como adquirir o livro

O livro A Presença Espanhola em São Carlos pode ser adquirido pelo site da Fundação Pró-Memória (compra online); na sede da Fundação, na Estação Ferroviária; ou na loja do Museu de São Carlos (de quarta a sábado).

A obra surge como um importante instrumento de valorização da memória local, revelando que a formação de São Carlos vai muito além dos grupos mais conhecidos.

Ao reunir documentos, entrevistas, registros de jornais e pesquisa acadêmica, o livro lança luz sobre uma parte pouco explorada da história do município — e abre caminho para novos estudos sobre a diversidade que moldou a cidade.

Como resumiu Leila durante a entrevista: “A impressão era de que não existiam espanhóis em São Carlos. Mas eles existiram — e ainda estão aqui, nos descendentes que fazem parte da nossa história.”

Assista a entrevista na íntegra:

 

 

 

 

 


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