A presidente da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), Ivone Zanquim, participou neste domingo (8) do ato público “São Carlos por Elas”, realizado na Praça Coronel Salles, ao lado da Câmara Municipal. A mobilização marcou as atividades do Dia Internacional da Mulher e reuniu autoridades, representantes de instituições, lideranças comunitárias e moradores em um movimento de conscientização contra a violência doméstica e o feminicídio.
Organizado pela Câmara Municipal com apoio da Prefeitura e participação de entidades da sociedade civil, o evento teve como objetivo ampliar o debate sobre a violência de gênero e reforçar a necessidade de políticas públicas e mobilização social para proteger as mulheres. A abertura contou com a execução do Hino Nacional Brasileiro e do Hino de São Carlos, interpretados por Maria Butcher e André de Souza. O ato também teve tradução simultânea em Língua Brasileira de Sinais (Libras), garantindo acessibilidade às pessoas surdas presentes.
Entre as autoridades que participaram do evento estavam o prefeito Netto Donato (PP), acompanhado da primeira-dama Herica Ricci Donato, o vice-prefeito Roselei Françoso (MDB), o presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes (PP), vereadores e representantes de instituições como a OAB São Carlos, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e forças de segurança do município.
Representando o setor empresarial, Ivone Zanquim destacou a importância da mobilização para trazer o tema da violência de gênero ao centro do debate público. “Presidente Lucão Fernandes, receba meus cumprimentos pela iniciativa de mobilizar São Carlos para dizer, com clareza e firmeza: basta de violência doméstica e basta de feminicídio”, afirmou.

Segundo a dirigente da ACISC, o Dia Internacional da Mulher deve ser encarado como um momento de reflexão e responsabilidade coletiva. “Neste Dia Internacional da Mulher, não podemos nos limitar a homenagens. É uma data de consciência. Quando o poder público chama a sociedade para o debate, ele tira o problema da sombra e coloca o tema onde precisa estar: no centro das decisões”, disse.
Ivone também ressaltou o papel das mulheres na economia e na vida social da cidade. “Todos os dias vemos mulheres que trabalham, empreendem, sustentam famílias e movimentam a economia. Essa mesma mulher precisa ter o direito básico de viver sem medo, dentro e fora de casa. Segurança não é privilégio, é dever do Estado e compromisso de toda a comunidade”, declarou.
A presidente da ACISC ainda destacou a importância da união entre instituições para enfrentar o problema. “Quero reconhecer a importância de unir entidades da sociedade civil, instituições como a OAB e também as escolas. A mudança que a cidade precisa é imediata na proteção, mas também de longo prazo na educação. É assim que evitamos que novas violências se repitam”, afirmou.
Dados nacionais reforçam a gravidade do tema. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra mais de 1.400 casos de feminicídio por ano, além de cerca de 74 mil registros de estupro. Especialistas apontam que muitos episódios de violência contra a mulher ainda não são denunciados, o que amplia a dimensão do problema.
Para os organizadores, o ato público representa o início de uma mobilização permanente na cidade. A expectativa é que novas ações de conscientização, prevenção e fortalecimento das políticas públicas sejam desenvolvidas para reduzir os índices de violência e garantir mais segurança às mulheres.
















