
A redução nos índices de homicídios e latrocínios no interior de São Paulo alcançou um marco histórico. Nos primeiros sete meses de 2025, o número de homicídios dolosos foi o mais baixo desde o início da série histórica, em 2001, com 846 casos registrados. Em comparação com 2024, houve uma queda de 6,8%, quando foram contabilizados 908 homicídios no mesmo período. Em julho, o total foi de 116 mortes intencionais.
Este é o quarto ano consecutivo de redução nas mortes intencionais no interior paulista. Em 2022, foram registrados 1.025 homicídios, enquanto em 2023 o número caiu para 939.
Outro destaque foi a queda nos latrocínios, roubos seguidos de morte, que também atingiu níveis históricos. Em julho, foram registrados apenas oito casos e, no acumulado de sete meses, 35 latrocínios — uma redução de 33,9% em comparação a 2024, quando o total foi de 53.
O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, atribuiu a redução à atuação integrada das forças de segurança, que utiliza tecnologia e inteligência policial. “Esse resultado é um reflexo do trabalho contínuo em prevenção e presença policial, e vamos intensificar essas ações para consolidar essa tendência”, destacou.
Apesar da queda nos homicídios, o número de feminicídios permanece estável. Entre janeiro e julho de 2025, 84 feminicídios foram registrados, um a menos que no mesmo período de 2024, quando ocorreram 85 casos. Em resposta, o governo estadual segue investindo no fortalecimento da rede de proteção à mulher, com ampliação das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), implementação de monitoramento eletrônico de agressores e campanhas de conscientização.
São Paulo conta com a maior rede de Delegacias de Defesa da Mulher do país, com 142 unidades e 170 Salas DDM implantadas, oferecendo atendimento especializado 24 horas por dia. Nos últimos três anos, cerca de 100 dessas unidades foram criadas, ampliando o suporte e a segurança para as vítimas.