
A rede de proteção à mulher em São Carlos foi tema de reunião entre a Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e representantes da Seção de Políticas Públicas para as Mulheres. No encontro, as procuradoras pediram a elaboração de um fluxograma da rede de atendimento e defenderam a reabertura do Centro de Referência da Mulher (CRM).
Participaram do encontro a secretária adjunta de Desenvolvimento Social e Cidadania, Ana Paula Vaz; a chefe da Seção de Políticas para Mulheres, Patrícia Neo; e a diretora do Departamento de Direitos Humanos, Gabriela Almeida. Pela Procuradoria estiveram presentes a procuradora-chefe Raquel Auxiliadora e as procuradoras adjuntas Fernanda Castelano e Larissa Camargo.
Fluxograma deve definir responsabilidades de cada serviço
O principal ponto discutido foi a criação de uma rede integrada de proteção às mulheres, com destaque para a construção de um fluxograma de atendimento. O documento deve estabelecer quais serviços estão disponíveis, como funcionam os encaminhamentos e quais são as responsabilidades de cada setor.
As procuradoras solicitaram que o fluxograma seja elaborado e disponibilizado o quanto antes, para que profissionais e população tenham clareza sobre os caminhos de atendimento. Segundo a Procuradoria, o objetivo é dar mais agilidade aos encaminhamentos e evitar que mulheres em situação de violência encontrem dificuldade para acessar os serviços de proteção.
“Precisamos fortalecer essa rede e fazer com que ela funcione de maneira integrada. O fluxograma vai permitir que todos saibam exatamente qual é o caminho que deve ser seguido em cada situação, garantindo mais rapidez e eficiência no atendimento”, afirmou a procuradora-chefe Raquel Auxiliadora.
Reabertura do CRM volta à pauta
Durante a reunião, as representantes da Procuradoria reforçaram a necessidade de reabertura do Centro de Referência da Mulher, apontado por elas como equipamento importante para o acolhimento, a orientação e o encaminhamento de mulheres em situação de violência.
“Também continuaremos defendendo a reabertura do CRM, porque precisamos ampliar os espaços de acolhimento e proteção às mulheres”, disse Raquel Auxiliadora. A posição foi reiterada por Larissa Camargo: “Precisamos definir claramente quem acolhe, quem encaminha e quais serviços devem atuar em cada situação. Isso dará mais segurança para os profissionais e, principalmente, para as mulheres que precisam de ajuda.”
Prevenção nas escolas
A prevenção no ambiente escolar também foi apontada como eixo de atuação. Para a procuradora adjunta Fernanda Castelano, a organização do atendimento e o trabalho preventivo são complementares.
“Quando uma mulher procura ajuda, ela precisa encontrar uma rede preparada para acolhê-la e encaminhá-la corretamente. O fluxograma é uma ferramenta importante para organizar esse atendimento e evitar que a vítima fique circulando de um serviço para outro”, afirmou. “E a prevenção, principalmente dentro das escolas, é fundamental para construirmos uma sociedade que não aceite a violência contra a mulher.”
Até a publicação desta reportagem, não haviam sido informados prazo para a entrega do fluxograma, a data em que o CRM foi desativado nem qualquer posicionamento do Executivo sobre a reabertura do equipamento.

























