O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (Saae), em parceria com SP Águas, órgão do governo paulista, iniciou na terça-feira, 24 de fevereiro, o desassoreamento do Córrego do Gregório. A intervenção busca ampliar a capacidade de escoamento do curso d’água em dias de chuva forte e reduzir o risco de alagamentos na área urbana.
O serviço prevê a retirada de sedimentos e resíduos acumulados no leito. A estimativa é que as máquinas avancem por cerca de 1 quilômetro do córrego ao longo de aproximadamente 20 dias, com remoção superior a 1.000 metros cúbicos de material.
A ação integra uma nova etapa do Programa Rios Vivos, voltado à melhora da disponibilidade e da qualidade das águas superficiais e à redução de impactos de eventos climáticos extremos. Segundo o Saae, é a segunda vez seguida que São Carlos é qualificado para o programa.
O gerente de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais (Gdmap), engenheiro Eduardo Casado, afirmou que rios urbanos exigem manutenção constante para evitar inundações. Ele atribuiu o aumento de sedimentos a mudanças no leito e à ocupação das bacias. Casado disse que o serviço ocorre “no trecho mais crítico para inundações” e que, enquanto projetos de obras maiores avançam, manter a capacidade do canal é medida essencial para proteger a região central.

O presidente do Saae, Derike Contri, classificou o desassoreamento como “ação estratégica” para a segurança hídrica e para reduzir os impactos de chuvas intensas. Para ele, a limpeza fortalece o sistema de drenagem e contribui para prevenir enchentes.
Pelo modelo do Rios Vivos, a SP Águas executa a limpeza sem custo para o município. Já o Saae e a Prefeitura de São Carlos indicam o local de descarte dos resíduos, cuidam do licenciamento ambiental e fazem a manutenção do entorno.
De 2022 para cá, o programa informou ter revitalizado 253 rios em 158 municípios, com investimento de R$ 207,4 milhões. Em São Carlos, o investimento estimado desde 2023 é de R$ 2,5 milhões, incluindo, no ciclo anterior, intervenções no Córrego do Monjolinho, na captação do Espraiado e nos córregos Tijuco Preto, Santa Maria do Leme e Galdino.
A primeira etapa do ciclo atual começou em 20 de janeiro, com o desassoreamento na captação de água superficial do Ribeirão do Feijão. Agora, o foco se volta ao Córrego do Gregório, com prioridade para a prevenção de inundações.



















