
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de São Carlos realizou nesta quinta-feira (1º) uma ação do Outubro Rosa voltada às servidoras da autarquia. A palestra “Outubro Rosa – Cuidar de si é um ato de amor”, ministrada pela psicóloga, professora e palestrante Giovana Policastro, tratou de prevenção, saúde mental, autoestima e redes de apoio, e contou com relatos de servidoras sobre cuidado e enfrentamento de doenças.
O Outubro Rosa é uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer do colo do útero.
O presidente do SAAE, Derike Contri, chamou a atenção para a sobrecarga feminina no dia a dia. “Muitas vezes, as mulheres se dedicam ao trabalho, à família e aos cuidados com outras pessoas e acabam se colocando em segundo plano. Por isso, este é um momento para reforçarmos a importância da prevenção e do autocuidado, tanto com a saúde física quanto com a saúde mental. Cuidem-se e se priorizem”, afirmou.
A vereadora Cidinha do Oncológico também participou do encontro. “Estou muito feliz em participar, mais uma vez, desta ação de conscientização com vocês. Parabéns ao SAAE pela iniciativa. Esse momento de troca de informações também é uma forma de prevenção”, disse.
Autocuidado vai além do corpo
Durante a palestra, Giovana Policastro defendeu que o autocuidado envolve aspectos físicos, psicológicos, sociais e espirituais, e não apenas a aparência. “Cuidar de si também significa reconhecer os próprios limites e avaliar quanto da disponibilidade emocional e afetiva está sendo direcionada aos outros. Se a minha disponibilidade comportamental e afetiva para o outro anula a minha existência, eu preciso repensar”, afirmou.
A psicóloga também destacou o papel das redes de apoio. “Quem cuida de si mesmo está mais preparado para cuidar dos outros”, disse. Ao tratar do câncer de mama, ela abordou os impactos emocionais que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento, como medo, ansiedade, depressão, insegurança e alterações na autoestima e na percepção do próprio corpo.
Relatos das servidoras
A servidora Claudete Dorisio, de 71 anos, contou que ficou afastada do trabalho por vários meses durante um período de tratamento e falou sobre a importância de pequenos gestos. “Às vezes, uma ligação ou uma mensagem faz a diferença para quem está passando por uma doença. Não custa ligar e perguntar: ‘Está bem?’. Hoje temos o WhatsApp, podemos mandar uma mensagem, perguntar como a pessoa está. Isso faz com que ela se sinta querida e acolhida”, relatou.
A partir do depoimento, Giovana ponderou que o cuidado deve respeitar a individualidade de cada pessoa. “Algumas pessoas desejam receber ligações, mensagens e visitas durante um tratamento, enquanto outras preferem se recolher. Por isso, é importante demonstrar disponibilidade e, ao mesmo tempo, respeitar os limites e desejos de cada pessoa”, explicou.
Emocionada, a servidora Aline Petrucelli Araújo, de 50 anos, fez um alerta sobre a prevenção. “Eu me cuido e faço a mamografia anualmente. Muitas mulheres reclamam que o exame dói, mas o que dói muito mais é receber um diagnóstico de câncer. Minha mãe passa por um longo tratamento contra o câncer, e minha vida mudou completamente para cuidar dela. E não só a minha, mas a de toda a nossa família. Mesmo me desdobrando para estar ao lado dela, não me esqueço de mim. Sempre que posso, tiro um tempo para cuidar da minha mente e do meu corpo. Então, meninas, se cuidem, se previnam e se amem”, disse.
Mural de compromissos
Ao fim da ação, cada servidora escreveu em um bilhete uma atitude de autocuidado que pretende incorporar ou fortalecer na rotina. Os compromissos foram reunidos em um mural com o tema “A vida floresce quando há autocuidado”.
Prevenção
Segundo o SAAE, hábitos como praticar atividade física, manter o peso adequado, evitar bebidas alcoólicas e não fumar contribuem para reduzir o risco de câncer de mama. A orientação é que as mulheres procurem os serviços de saúde para receber indicações de acompanhamento e exames conforme a idade e os fatores de risco.
SERVIÇO: mamografia pelo SUS
Desde o ano passado, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento ativo para mulheres de 50 a 74 anos, com mamografia a cada dois anos. Antes, o limite era de 69 anos.
Mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sinais ou sintomas, também podem fazer o exame pelo SUS, sob demanda, em decisão conjunta com o profissional de saúde.
Para solicitar o exame, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima.
























