
A Santa Casa de São Carlos realizou, na madrugada de segunda-feira, 29 de junho, a quarta captação de órgãos de 2026. O procedimento beneficiará três pessoas que aguardavam na fila por um transplante. O doador foi um homem de 34 anos, vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico.
Após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica e a autorização da família, teve início a mobilização das equipes especializadas responsáveis pelo processo de captação. Foram captados o fígado, destinado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e os dois rins, encaminhados ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
A cirurgia envolveu a atuação integrada da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) da Santa Casa, da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e das equipes transplantadoras. Segundo o hospital, todas as etapas foram realizadas com segurança, agilidade e respeito aos protocolos exigidos.
O coordenador da UTI da Santa Casa e membro da CIHDOTT, Tiago Clezer, destacou que a abordagem à família é uma das fases mais delicadas do processo. Segundo ele, o diálogo é conduzido com acolhimento, ética e respeito ao momento vivido pelos familiares.
“A abordagem familiar é realizada com muito cuidado, acolhimento, respeito e ética, sempre priorizando a escuta e o apoio aos familiares em um momento de profunda dor. Nossa equipe é preparada para conduzir esse diálogo de forma humanizada, esclarecendo dúvidas e respeitando integralmente o tempo e a decisão da família. Quando a doação é autorizada, esse gesto de solidariedade se transforma em esperança e oferece uma nova oportunidade de vida para pessoas que aguardam na fila por um transplante”, afirmou Clezer.
O provedor da Santa Casa, Antonio Valerio Morillas Junior, agradeceu à família do doador pela autorização e também aos profissionais envolvidos no procedimento. Para ele, a decisão tomada em um momento de dor representa um gesto de generosidade e amor ao próximo.
“Nossa gratidão à família, que, mesmo diante de um momento de imensa dor, tomou uma decisão de extrema generosidade e amor ao próximo. Agradeço também a toda a equipe da CIHDOTT, da OPO e às equipes transplantadoras, que atuaram com competência, sensibilidade e dedicação para que esse processo fosse realizado com excelência e possibilitasse uma nova chance de vida para três pessoas”, disse o provedor.
A captação reforça a importância da doação de órgãos e do trabalho integrado entre hospitais, equipes especializadas e famílias. Em meio à dor da perda, a autorização para a doação permite que outras pessoas tenham a oportunidade de seguir vivendo.























