O futuro do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos) está em debate, e os servidores públicos municipais não estão dispostos a deixar que o destino da autarquia seja decidido sem luta. Nos últimos dias, uma série de mobilizações colocou a categoria em estado de alerta, e a população também precisa saber o que está em jogo.
Na última quarta-feira, dia 13 de maio, representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Carlos (SINDSPAM) e a comissão de servidores do SAAE estiveram reunidos com o prefeito Netto Donato para tratar do programa UniversalizaSP, do governo estadual. O programa prevê a transferência dos serviços de água e esgoto para a iniciativa privada por meio de privatização, concessão ou Parceria Público-Privada (PPP).
Na ocasião, a comissão foi incisiva: pediu ao prefeito que retire São Carlos do programa e mantenha o SAAE sob controle e gestão direta da prefeitura. Além disso, exigiu a garantia dos empregos de todos os servidores concursados, que poderiam ser severamente afetados por um eventual processo de privatização.
Reunião dos servidores no dia 15 de maio
Na manhã desta sexta-feira, 15 de maio, o sindicato e os servidores do SAAE realizaram uma reunião que lotou o pátio da autarquia. O encontro serviu para esclarecer dúvidas e, principalmente, alertar sobre os riscos concretos da entrega do serviço à iniciativa privada.
Os servidores tiveram a oportunidade de entender, na prática, o que significa uma concessão ou PPP: o que muda na carreira do servidor concursado, o que acontece com os direitos trabalhistas e, principalmente, o que acontece com a qualidade da água que chega à população quando o lucro se torna o principal objetivo.
Mais do que um esclarecimento técnico, a reunião foi um ato de união. Servidores de todos os setores do SAAE se uniram em torno de três bandeiras fundamentais:
- Manutenção dos empregos: a carreira do servidor concursado não pode ser sacrificada.
- Qualidade da água: serviço público é sinônimo de controle e compromisso com a saúde da população.
- Riscos para São Carlos: entregar o SAAE à iniciativa privada pode significar aumento de tarifas, precarização do serviço e perda do controle público sobre um recurso essencial.
Participe das audiências públicas
A luta agora se estende para o Legislativo e o Executivo Municipal. Duas audiências públicas foram convocadas para debater o tema com a sociedade:
- Dia 18 de maio (segunda-feira), às 17h – Câmara Municipal de São Carlos
- Dia 25 de maio (segunda-feira), às 11h – Paço Municipal
A presença dos servidores e da população é fundamental. Não se trata apenas de uma decisão administrativa: é uma decisão que impacta a vida de cada cidadão são-carlense. O acesso à água potável e ao saneamento básico é um direito e não pode virar mercadoria nas mãos de empresas privadas.
O SINDSPAM reafirma seu compromisso: continuará ativo, mobilizado e vigilante em defesa do SAAE, dos servidores concursados e da população de São Carlos. “Não vamos aceitar que o serviço público de água e esgoto seja tratado como mercadoria. Estamos unidos — servidores, sindicato e sociedade — para garantir que o SAAE continue sendo público, de qualidade e a serviço do povo”, finaliza Lucinei Custódio, vice-presidente do SINDSPAM.





















