Foto: © Gisele Alves Santana/ Instagram
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta quarta-feira (18), o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, em sua residência, na cidade de São José dos Campos. Ele foi indiciado pelos crimes de feminicídio e fraude processual no caso da morte de sua companheira, a soldado Gisele Alves Santana.
Após a prisão, o oficial deve ser encaminhado ao 8º Distrito Policial, localizado na zona leste da capital paulista. O caso, que inicialmente foi registrado como suicídio, passou a ser tratado como morte suspeita diante de inconsistências apontadas ao longo da investigação.
Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com o tenente-coronel. À época, o próprio policial acionou o socorro e comunicou o caso como suicídio. No entanto, desde o início, familiares da vítima contestaram essa versão.
Laudos do Instituto Médico Legal (IML) identificaram lesões contundentes na face e no pescoço da vítima, compatíveis com pressão e marcas de unhas. Um novo exame, realizado após a exumação do corpo, reforçou esses indícios. Ainda no laudo inicial, produzido um dia após a morte, já havia registro de lesões na região cervical.
Segundo o advogado da família, José Miguel Silva Junior, os elementos reunidos apontam para a hipótese de feminicídio. Entre os indícios, está o intervalo de cerca de 30 minutos entre o disparo ouvido por uma testemunha e o acionamento do socorro pelo suspeito.
Outro ponto levantado pela investigação é a posição da arma encontrada com a vítima. De acordo com o advogado, a forma como o objeto aparece em imagens feitas por socorristas não condiz com situações típicas de suicídio.
Além disso, três policiais militares estiveram no apartamento horas após o ocorrido para realizar a limpeza do local, fato confirmado em depoimentos e que pode ter comprometido a preservação da cena.
O caso segue sob investigação e não estão descartados novos desdobramentos. A prisão do oficial marca um avanço nas apurações, que buscam esclarecer completamente as circunstâncias da morte da soldado.
[Agência Brasil]



















