
A Polícia Civil de Ibaté registrou nesta sexta-feira, 31 de julho, uma ocorrência de estelionato envolvendo o chamado golpe do falso advogado. Duas vítimas relataram prejuízo total de R$ 76.234,54 após realizarem transferências bancárias solicitadas por pessoas que se apresentaram como representantes de uma advogada e do Poder Judiciário.
Segundo o boletim de ocorrência, uma das vítimas recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de uma pessoa que se identificou como advogada. Durante o contato, a suspeita afirmou que havia obtido resultado favorável em um processo judicial contra uma instituição financeira e que valores seriam liberados.
A vítima foi orientada a fornecer dados bancários e, posteriormente, recebeu o contato de um suposto representante do Superior Tribunal de Justiça. O criminoso passou a solicitar pagamentos que, segundo ele, seriam necessários para viabilizar a liberação do dinheiro relacionado ao processo.
Acreditando na legitimidade das informações, as vítimas fizeram diversas transferências bancárias, que somaram R$ 76.234,54. Depois dos pagamentos, os responsáveis pelo golpe interromperam os contatos e não depositaram os valores prometidos.
As vítimas procuraram a Polícia Civil e foram orientadas sobre os procedimentos cabíveis, incluindo a possibilidade de contestar as transferências junto às instituições financeiras. A ocorrência foi registrada para resguardar os direitos dos envolvidos, e o caso será investigado.
Diante do aumento desse tipo de fraude, a Polícia Civil alerta que criminosos costumam utilizar nomes de profissionais reais, órgãos públicos e instituições conhecidas para dar credibilidade às mensagens. A recomendação é desconfiar de contatos não solicitados que informem sobre processos judiciais, indenizações ou quantias a receber.
A população também deve evitar o fornecimento de dados pessoais e bancários e não realizar pagamentos antes de confirmar a informação diretamente com o advogado responsável, o tribunal ou a instituição financeira, sempre por canais oficiais e já conhecidos.
Em caso de suspeita, a orientação é interromper imediatamente o contato, guardar mensagens, números de telefone e comprovantes de transferências e procurar a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência. A prevenção e a verificação das informações são medidas fundamentais para reduzir os prejuízos provocados por golpes judiciais.
























