SÃO CARLOS | Robertinho Mori questiona sobre coleta e destinação de lixo eletrônico

O vereador Robertinho Mori (PSDB) apresentou na Câmara Municipal nesta semana um requerimento solicitando da Prefeitura informações sobre a regulamentação e a aplicação da lei municipal nº. 15.072/09, de sua autoria, que trata da coleta até o depósito final do lixo eletrônico.

Esse tipo de lixo, explicou o parlamentar, geralmente é resultante da rápida obsolescência (tornar-se ultrapassado) de equipamentos eletrônicos, como televisores, celulares, computadores, etc. Ele pode causar graves problemas para o ambiente e para a saúde, tanto em sua produção até em seu descarte, pois é constituído por metais pesados altamente tóxicos, como o mercúrio, cádmio, berílio e chumbo. “Esses resíduos, quando entram em contato com o solo, podem contaminar o lençol freático e, quando submetidos à combustão, acabam poluindo o ar, por isso é um resíduo sólido especial de coleta obrigatória”.

DOENÇAS

Os produtos presentes nesses materiais, acrescentou o vereador, são capazes de desencadear sérios problemas à saúde humana, que podem ser agravados pelo processo de reciclagem bruta, pois muitos poluentes orgânicos persistentes e metais pesados são liberados, podendo se acumular facilmente no organismo por inalação do ar contaminado, causando doenças graves em catadores que sobrevivem da venda de materiais coletados em locais de descartes.

O parlamentar relata que o assunto já foi tema de um requerimento em 2011 e que na época a Prefeitura informou, por meio da Coordenadoria de Meio Ambiente, que havia sido adquirido um equipamento para compactação segura de lâmpadas fluorescentes e que estavam licenciando junto à CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) um local para sua operação.

Além disso, esclareceram que vinham trabalhando conjuntamente com a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), por meio da INCOOP (Incubadora Regional de Cooperativas Populares), e com a USP (Universidade de São Paulo), por meio do Departamento de Engenharia Elétrica, para buscar soluções para a destinação ambiental adequada dos resíduos.

No novo requerimento, Robertinho Mori pede que o poder Executivo informe se a lei nº. 15.072/09 já foi regulamentada e como está sendo o efetivo trabalho do Programa de Coleta Seletiva na questão do recolhimento e destinação do lixo eletrônico.

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