SÃO CARLOS | SAAE recebe R$ 29 milhões para ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto

 

Os recursos relativos ao convênio assinado pelo município com o Ministério das Cidades, por meio da Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 29 milhões, para a construção do segundo módulo do tratamento preliminar e atualização do sistema Wasp da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do córrego Monjolinho, vão ser liberados pelo Governo Federal.

O convênio que prevê o maior investimento a fundo perdido já conquistado pelo município de São Carlos já tinha sido assinado em 2014, porém os recursos não tinham sido liberados. “Estivemos em Brasília para resolver essa pendência e agora o Ministério me avisou que nesta semana será publicado no Diário Oficial da União o extrato do convênio para a liberação dos recursos. Essa é mais uma questão que conseguimos desenrolar junto a União e com isso vamos preparar nossa cidade para o futuro”, disse o prefeito Airton Garcia.

Para o secretário de Governo, Edson Fermiano, agora com os recursos garantidos, a cidade estará preparada para enfrentar problemas futuros com relação ao meio ambiente e saneamento. “Um projeto desse porte vai garantir mais qualidade de vida para a população”.

Atualmente, a ETE trata 650 litros de água por segundo, que corresponde 98% do todo esgoto da cidade. A ampliação de mais um módulo, possibilitará um aumento de 50% na capacidade do tratamento esgoto despejado, tornando a cidade capaz de atender uma população projetada de até 350 mil habitantes, prevista para o município em 2035. De acordo com o presidente do SAAE, Benedito Marchezin o processo licitatório foi aberto na administração passada. “Como os recursos não tinham sido liberados foi necessário suspender o contrato, mas agora vamos retomá-lo. O convênio já garante todo o dinheiro para a execução do projeto, porém será liberado na medida em que a obra for evoluindo. Quem fiscalizará a obra é a Caixa Econômica Federal”, explica Marchezin.

O presidente do SAAE acredita que com essa ampliação os índices de avaliação de desenvolvimento humano da cidade atingirão um patamar mais elevado, que servirão de base de argumentação para a atração de novos investidores.

A expectativa é que a obra de ampliação da ETE seja construída num prazo de dois anos.

WASP 

O sistema WASP foi desenvolvido pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (USEPA), atualmente está na versão 7.52. O modelo hidrodinâmico é amplamente utilizado na modelagem de águas superficiais, possibilitando a análise de rios, lagos, reservatórios, estuários e áreas costeiras. O modelo permite fazer previsões e interpretações das variações na qualidade da água, as quais podem estar relacionadas tanto com fenômenos naturais quanto com alterações causadas pela ação antrópica. O WASP analisa a coluna de água e também a camada bentônica do corpo hídrico e, assim, simula a interação de poluentes e nutrientes presentes na água.

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