POLÍCIA | Tatuador foi morto quando tentava soltar o cinto de segurança

Chegou por volta das 09h40 da manhã desta terça-feira, 11, na sede da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos, o empresário Fernando Ganci, 40 anos, acusado de executar a tiros no início da noite da segunda-feira, 03, o tatuador Marcos Gentil Romero, 36 anos, conhecido como Marcos Tsunami, próximo ao Terminal Rodoviário de São Carlos.

O indiciado desde a prática do crime, empreendeu fuga utilizando de seu automóvel Hyundai HB20S 1.6, Prata, Ano 2016, Modelo 2017, Placas de São Carlos/SP, e acabou sendo preso por policiais militares rodoviários, no pátio de um posto de combustíveis, às margens da Rodovia Raposo Tavares em Presidente Epitácio/SP, ,enquanto dormia no interior do veículo, próximo a divisa com o Estado do Mato Grosso do Sul.

Após ser preso e recolhido no presídio de Presidente Venceslau/SP, Fernando Ganci foi trazido por uma equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), e chegou no Centro de Triagem de São Carlos, por volta das 20h50 na noite da última segunda-feira, 10.

Levado até a sede da especializada nesta manhã, Fernando Ganci manteve contato com os advogados Abalan Fakhouri e Alessandro Milori, que atuam na defesa do mesmo, e por volta das 11h foi submetido a interrogatório pelo delegado de polícia Gilberto de Aquino.

Em breve entrevista o delegado de polícia Gilberto de Aquino afirmou que Fernando Ganci confessou a prática do crime, afirmando que o que ocasionou o desfecho trágico realmente foi devido a uma discussão no trânsito.

O indiciado, afirmou a autoridade policial que já desembarcou de seu carro com o revólver calibre 32, que pertencia ao seu pai falecido a cerca de dois meses nas costas, onde ao discutir com a vítima, assustou no momento em que Marcos Tsunami virou seu corpo para soltar o cinto de segurança do automóvel em que dirigia, e de imediato desferiu um soco contra o rosto do rapaz, onde em ato continuo, sacou do armamento e disparou ao menos quatro vezes em direção ao tatuador, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local antes da chegada de equipes de socorro.

Após o ato, Fernando afirmou que embarcou novamente em seu automóvel, no qual também era ocupado por sua mãe e a esposa, e deixou as mulheres em sua residência e depois empreendeu fuga com destino a cidade de Ribeirão Preto, sendo que ao se aproximar do Rio Mogi Guaçu, acabou jogando o revólver e tomou destino à Bolívia, onde dormiu no país por duas noites e depois manteve contato com a esposa, e então foi informado que já estaria com mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de São Carlos, e se encontrava foragido.

Arrependido, Ganci manteve contato com os advogados de defesa, afirmando que retornaria para São Carlos a fim de se entregar para a Polícia, onde segundo a autoridade policial, os profissionais que atuam na defesa do acusado já teriam mantido contato, informando que Fernando se entregaria na última segunda-feira, 10, porém enquanto retornava para São Carlos, depois de parar em um posto de combustíveis para descansar, acabou sendo abordado e capturado pelo policiamento militar rodoviário.

No final da tarde desta terça-feira, 11, Fernando Ganci deverá retornar ao Centro de Triagem de São Carlos, e uma coletiva de imprensa deverá ser concedida pelo delegado de polícia Gilberto de Aquino.

[Reportagem e fotos: Jean Guilherme, do Portal Primeira Página]