A Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) completa 95 anos de atuação consolidando-se como uma das principais vozes do setor empresarial no município e integrando uma ampla rede nacional de defesa dos interesses do comércio e dos serviços. Sob a gestão da presidente Ivone Zanquim, a entidade representa diretamente mais de 2.400 empresas e, de forma indireta, todo o setor comercial e de serviços da cidade, independentemente de filiação.
Ao longo de quase um século, a ACISC tem atuado com base em seu estatuto na defesa do desenvolvimento das empresas, na melhoria do ambiente de negócios e na interlocução com o poder público em pautas estratégicas. Segundo Ivone Zanquim, o papel da entidade vai além da prestação de serviços aos associados.
“Celebrar 95 anos é reafirmar nosso compromisso com o fortalecimento do comércio local e com a construção de um ambiente econômico mais justo e competitivo. A ACISC não atua apenas para seus associados, mas para todo o ecossistema empresarial da cidade. Quando o comércio cresce, São Carlos cresce junto”, destacou a presidente.
No cenário nacional, duas iniciativas recentes reforçam a importância do associativismo empresarial. No último dia 26 de fevereiro de 2026, foi assinada uma iniciativa que une a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e os Cartórios de Protesto de todo o país, com o objetivo de ampliar a recuperação de crédito e fortalecer a análise de risco nas relações comerciais, especialmente entre micro, pequenas e médias empresas.
A medida cria uma rede integrada de envio de dívidas a protesto e amplia o acesso a informações oficiais sobre inadimplência em todo o território nacional. Na prática, conforme nota divulgada pela Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), as empresas vinculadas às associações comerciais passam a contar com envio facilitado de dívidas a protesto e acesso a dados estratégicos para análise de risco.
Para o economista do Núcleo Econômico da ACISC, Elton Casagrande, a iniciativa chega em um momento crucial da economia brasileira. “Estamos em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito. Ferramentas que ampliem a recuperação de crédito e reduzam a inadimplência são essenciais para preservar o fluxo de caixa das empresas, especialmente das micro e pequenas, que são mais vulneráveis a oscilações econômicas”, explicou.
Segundo Casagrande, a integração nacional também contribui para maior segurança nas transações comerciais. “Ter acesso a informações oficiais e padronizadas sobre inadimplência melhora a tomada de decisão, reduz riscos e fortalece a cultura de responsabilidade financeira nas relações empresariais”, acrescentou.
Outra frente de destaque envolve o posicionamento institucional da rede associativista. A CACB lançou recentemente um manifesto em defesa dos Códigos de Conduta como instrumentos que materializam valores e orientam decisões, relações institucionais e a atuação em favor do interesse coletivo. A iniciativa ganhou relevância após posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmando a importância de códigos de conduta como referência institucional.
De acordo com a nota divulgada pela Facesp, a rede associativista brasileira entende que tanto o setor privado quanto o setor público devem ser regidos por normas claras e mecanismos de governança. O setor privado já está submetido a ampla legislação e fiscalização envolvendo Direito do Consumidor, contratos, meio ambiente, direitos trabalhistas e normas técnicas diversas.
Para Ivone Zanquim, o fortalecimento da governança é fundamental para a harmonia do sistema econômico. “O associativismo defende regras claras, transparência e responsabilidade. Um ambiente de negócios saudável depende de segurança jurídica e de condutas éticas, tanto no setor privado quanto no público. Isso gera confiança, atrai investimentos e estimula o crescimento sustentável”, afirmou.
Ao completar 95 anos, a ACISC reforça seu papel histórico de articulação local e conexão nacional, demonstrando que o associativismo empresarial permanece como ferramenta estratégica para enfrentar desafios econômicos, proteger empresas e impulsionar o desenvolvimento de São Carlos.


















