Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos participaram, na tarde desta quinta-feira (26), de uma capacitação voltada ao enfrentamento da sífilis no município. O encontro foi realizado no auditório do Paço Municipal e reuniu médicos, enfermeiros, pesquisadores e estudantes para atualização técnica e análise dos dados mais recentes da doença na cidade.
A coordenadora municipal do Programa IST/AIDS, Cíntia Ruggiero, destacou que a sífilis permanece como um desafio de saúde pública. “O objetivo é orientar, atualizar e discutir sobre a sífilis, que é um problema de saúde pública ainda no mundo, e em São Carlos não é diferente. A nossa maior preocupação é a sífilis em gestantes e a sífilis congênita, que é a transmissão da mãe para o filho”, afirmou.
Dados apresentados durante o encontro indicam que, em 2025, foram registradas 363 notificações de sífilis adquirida no município. Embora o número represente aumento em relação a anos anteriores, especialistas ressaltaram que o crescimento também reflete maior capacidade da rede pública em diagnosticar e notificar os casos.
O enfermeiro e mestrando da Universidade Federal de São Carlos, Matheus Gabriel de Melo Sérgio, explicou que a doença pode evoluir de forma silenciosa, mas possui diagnóstico rápido e tratamento eficaz. “Em São Carlos, vemos um acréscimo nas notificações, mas isso também mostra que o serviço de saúde tem funcionado e conseguido identificar os casos”, destacou.
Já o infectologista Daniel Litardi Castorino Pereira, do Centro de Atendimento de Infecções Crônicas (CAIC), reforçou a importância da informação para combater o preconceito. “As pessoas têm uma ideia fragmentada do que é a sífilis, permeada de preconceito desnecessário. Quanto mais a gente sabe sobre um assunto, menos preconceito existe. É fundamental difundir informações sobre prevenção e tratamento”, ressaltou.
A programação incluiu palestras técnicas e debates sobre a atuação da rede pública, responsável pela maior parte do atendimento à população. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a capacitação faz parte de um conjunto de ações contínuas voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado da doença.


















