Foto: asfavfamilias
José Éder Lisboa, de 57 anos, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos atos de 8 de janeiro de 2023, morador de São Carlos, morreu na Argentina nesta sexta-feira, 27. A informação foi divulgada pela Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro e repercutiu nacionalmente neste sábado, 28.
Adestrador de animais, José Éder havia sido condenado a 14 anos e seis meses de prisão por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. Segundo a associação, ele adoeceu, ficou internado por vários dias em um hospital argentino e não resistiu.
A ligação de José Éder com São Carlos já havia sido registrada anteriormente em reportagens sobre o caso. Em 2023 e 2024, veículos da região e do interior paulista o identificaram como morador da cidade e acompanharam seus desdobramentos judiciais, incluindo a condenação no STF.
O caso volta a colocar São Carlos no noticiário nacional por conta de um dos episódios considerados mais graves da história política recente do país. A morte de um condenado pelos ataques às sedes dos Três Poderes, fora do Brasil e na condição de foragido, amplia a repercussão de um processo que ainda produz efeitos judiciais, políticos e humanos mais de três anos depois.
De acordo com balanço citado em reportagem nacional, o STF já condenou mais de 800 pessoas pelos atos de 8 de janeiro, com penas que variam de 2 a 27 anos de prisão. Ainda segundo a Corte, dezenas de condenados são considerados foragidos, e parte deles já é alvo de medidas voltadas a pedidos de extradição.
Ainda não recebemos nenhuma informação sobre o velório e sepultamento de José Éder Lisboa.
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