
Duas moradoras de Ibaté procuraram a Polícia Civil nesta sexta-feira (7) após serem vítimas do chamado golpe do falso advogado. Nos dois casos, criminosos utilizaram mensagens pelo WhatsApp, falsas decisões judiciais e referências ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para convencer as vítimas a realizar pagamentos. As transferências feitas nos dois golpes somaram R$ 8,6 mil.
Em um dos registros, a vítima recebeu mensagens de uma pessoa que se apresentou como sua advogada e informou que ela teria vencido uma ação judicial, com aproximadamente R$ 30 mil a receber. Para dar aparência de legitimidade à abordagem, os criminosos encaminharam uma suposta decisão judicial, posteriormente identificada como falsa.
Na sequência, outro indivíduo entrou em contato afirmando ser representante do STJ. Segundo o relato apresentado à polícia, ele passou a solicitar pagamentos que seriam necessários para a liberação do suposto crédito judicial, sob a alegação de que os valores desembolsados seriam devolvidos posteriormente.
A moradora realizou três transferências via Pix, que totalizaram R$ 2,2 mil. Depois de perceber que havia sido enganada, bloqueou os contatos e contestou as operações junto à instituição financeira. Uma das transferências, no valor de R$ 200, foi bloqueada após a utilização do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
Em outro caso registrado também nesta sexta-feira, uma segunda moradora de Ibaté foi abordada de maneira semelhante. Ela recebeu mensagens de uma pessoa que se apresentou como sua advogada e comunicou uma suposta vitória em um processo judicial. Uma falsa sentença também foi encaminhada para tornar a fraude mais convincente.
Posteriormente, outro golpista afirmou representar o Superior Tribunal de Justiça e passou a exigir pagamentos para viabilizar a liberação de uma suposta indenização. A vítima realizou duas transferências via Pix, que somaram R$ 6,4 mil.
Os criminosos ainda tentaram obter mais R$ 10 mil da segunda vítima por meio de um boleto bancário. O pagamento, porém, não chegou a ser realizado. Após desconfiar da situação, a moradora interrompeu os contatos e procurou a Polícia Civil.
Nos dois casos, comprovantes bancários, registros das conversas e documentos enviados pelos golpistas foram apresentados à polícia e anexados aos respectivos boletins de ocorrência. Os episódios seguem sob investigação.
A orientação é para que moradores desconfiem de qualquer pedido de pagamento antecipado relacionado à liberação de indenizações, precatórios ou outros valores judiciais. Antes de realizar uma transferência, é recomendável confirmar a informação diretamente com o advogado responsável pelo processo, utilizando um telefone já conhecido, e consultar os canais oficiais do Poder Judiciário. A adoção dessas medidas pode evitar prejuízos em uma modalidade de fraude que explora justamente a confiança das vítimas em profissionais e instituições da Justiça.
























